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Mundo

França e Egito tentam mediar conflito no Oriente Médio

O ministro francês do Exterior, Laurent Fabius, voou para o Oriente Médio em iniciativa de mediação para o conflito em Gaza. O saldo dos ataques até agora é de 52 palestinos e três israelenses mortos.

Laurent Fabius desembarcou em Tel Aviv neste domingo (18/11), enquanto continuam paralelamente no Cairo as negociações com o Hamas – o movimento que vem governando Gaza nos últimos cinco anos – e outros grupos palestinos militantes.

O ministro francês do Exterior falou de uma "situação de emergência" e completou: "A guerra tem que ser evitada. E pode ser evitada". Seu colega alemão de pasta, Guido Westerwelle, não descarta uma viagem em breve à região.

Nabil Shaath, assessor do presidente palestino Mahmoud Abbas, confirmou a chegada de um alto oficial israelense ao Cairo para participar das tentativas de negociação. Segundo Shaath, há "sérios esforços para chegar a um cessar-fogo". O Egito também se empenha em prol de um acordo de paz na região.

Alerta de Netanyahu

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia alertado anteriormente que as Forças Armadas israelenses estariam prontas "para ampliar significativamente" suas operações, quando os soldados israelenses estivessem concentrados ao longo da fronteira da Faixa de Gaza.

Frankreich Außenminister Laurent Fabius

Laurent Fabius, ministro francês do Exterior

O ministro israelense do Exterior, Avigdor Lieberman, afirmou que Israel não irá negociar uma trégua com os líderes do Hamas ou com outros grupos palestinos enquanto continuarem os ataques ao país. "A primeira e absoluta condição para que haja uma trégua é um cessar-fogo vindo de Gaza", disse Lieberman, salientando, antes de seu encontro com o ministro francês Fabius, o desejo por um "acordo de longo prazo".

Enquanto um oficial palestino no Cairo, citado pela agência Reuters, teria dito que ainda há esperanças de trégua, Abu Ubaida, porta-voz militar do Hamas, afirmou que o confronto "está só começando".

Jornalistas feridos

Durante a madrugada deste domingo, as forças militares israelenses bombardearam dois prédios usados por empresas de mídia em Gaza, deixando um saldo de pelo menos quatro jornalistas palestinos feridos. Um funcionário da emissora de televisão al-Quds, ligada ao Hamas, perdeu uma perna. Os escritórios da Al-Aqsa TV, também atrelada ao Hamas, foram também atacados.

Os ataques, creditados às forças aérea e à marinha israelenses, f0ram condenados pela Associação de Correspondentes Internacionais, com base em uma resolução da ONU que evoca a proteção dos funcionários de empresas de mídia.

Um porta-voz das forças armadas israelenses afirmou que um ataque destruiu "uma antena de transmissão usada pelo Hamas". O correspondente de uma emissora russa em Gaza declarou que quatro mísseis israelenses atingiram a Al-Aqsa, tendo danificado também seu escritório, que fica ao lado.

Crianças entre os mortos

Gaza Israel Luftangriff Angriff Hamas

Violência na região: aumenta número de vítimas

O ministério da Saúde de Gaza, liderado pelo Hamas, afirmou que três entre os mortos deste domingo em função do conflito são crianças, atingidas por um míssil que recaiu sobre um campo de refugiados localizado em frente à praia em Gaza. Oficiais israelenses afirmaram que 33 mísseis vindos supostamente de militantes de Gaza atingiram o território de Israel depois de ter havido uma pausa de 10 horas nos ataques entre sábado e domingo.

Dois mísseis foram interceptados pela defesa aérea israelense e dois atingiram a região sul da cidade de Ashkelon, causando ferimentos leves em duas pessoas. As ações de Israel contam com o apoio de países ocidentais, que remetem ao princípio de que o país tem o direito de se autodefender.

Um porta voz de David Cameron afirmou que o premiê britânico conversou com Netanyahu e ressaltou o "perigo de mais mortes de civis dos dois lados". Israel se retirou dos assentamentos de Gaza em 2005. Dois anos depois, o Hamas assumiu o controle do território palestino. No início de 2009, uma invasão israelense terminou três semanas mais tarde, com um saldo de 1400 palestinos mortos, em sua maioria civis, além de 13 israelenses mortos.

SV/ rtr,afp,dpa

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