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Mundo

França decreta estado de emergência

O governo francês reativou o estado de emergência, para permitir o toque de recolher nas regiões mais atingidas pela violência dos jovens filhos de imigrantes.

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Carro destruído em Clichy-sous-Bois

A decisão do governo, nesta terça-feira (08/11), de reativar a lei, promulgada em 1955 durante a guerra pela independência da Argélia, acelera o retorno à calma e à ordem, destacou o presidente Jacques Chirac nesta manhã.

A medida permite às prefeituras impor o toque de recolher onde ele for necessário e concede mais direitos à polícia, acrescentou o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy. O toque de recolher está em vigor desde a meia-noite de segunda-feira e vale inicialmente por 12 dias apenas nas regiões mais atingidas pelos quebra-quebras das últimas 12 noites.

O chefe de governo da França, Dominique de Villepin, anunciou que o número de policiais nos subúrbios dos grandes centros será aumentado de 8 mil para 9,5 mil. O estado de emergência havia sido decretado pela última vez na França durante os distúrbios na Nova Caledônia, em 1984.

Na Alemanha, a lei de estado de emergência foi aprovada em 1968, mas nunca chegou a ser colocada em prática.

Preocupação entre países vizinhos

Já foram incendiados carros na Alemanha e na Bélgica, aumentando a preocupação nesses dois países de que a violência ultrapasse as fronteiras. Na Itália, "é apenas uma questão de tempo", disse o líder oposicionista Romano Prodi.

Já na Espanha, no Reino Unido e na Holanda, não se acredita em problemas desta ordem. Segundo o jornal espanhol El País , a integração de estrangeiros é facilitada pelo fato de "grande parte dos imigrantes vir de países de cultura cristã, onde se fala espanhol".

Os britânicos também não temem a violência. Fato semelhante aconteceu pela última vez em julho de 2001, em Bradford, no norte da Inglaterra, quando jovens descendentes de indianos e paquistaneses enfrentaram a polícia. "Controlamos a situação com a enérgica intervenção da polícia", lembrou o premiê Tony Blair, ao comentar os quebra-quebras na França.

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