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Mundo

França bombardeia alvos do EI na Síria

Força Aérea francesa realiza maior ataque aéreo do país contra alvos jihadistas desde o início das operações militares na região. Iraque afirma ter advertido governo francês sobre ataque terrorista em Paris.

A França realizou, neste domingo (15/11), o maior ataque aéreo do país desde o início dos bombardeios de forças militares internacionais contra posições da organização extremista do "Estado Islâmico" (EI) na região. Os ataques tinham como alvo a cidade síria de Raqqa, uma das bases dos jihadistas.

Via Twitter, o Ministério da Defesa da França anunciou que 12 aeronaves, sendo dez caças de combate, lançaram 20 bombas e atingiram e destruíram dois alvos do "Estado Islâmico" (EI) em Raqqa, na Síria. Os alvos seriam um posto de comando com um centro de recrutamento e um depósito de armas, além de um campo de treinamento dos jihadistas.

"Os ataques aéreos, incluindo 10 caças, foram executados em conjunto com forças militares dos Emirados Árabes Unidos e Jordânia. 20 bombas foram lançadas", diz o comunicado do Ministério da Defesa da França.

Realizados em coordenação com o comando militar dos Estados Unidos, os bombardeios são uma aparente retaliação da França aos atentados em Paris de sexta-feira, que mataram ao menos 129 pessoas. Anteriormente, o presidente francês, François Hollande, culpou o EI pelos ataques na capital francesa, chamando-os de um "ato de guerra". O EI reivindicou a autoria.

As notícias dos bombardeios surgem paralelamente a uma caçada policial de um suspeito de ter participado dos atentados. Autoridades francesas emitiram um mandado de apreensão contra um homem nascido na Bélgica. Salah Abdeslam, de 26 anos e nascido em Bruxelas, é um de três irmãos que estariam envolvidos nos atentados.

O homem procurado alugou um Volkswagen Polo usado pelo grupo de terroristas que atacou o clube Bataclan, afirmou um policial. Outro dos três irmãos foi preso na Bélgica e o terceiro morreu nos ataques, completou o agente policial.

A França tem realizado ataques aéreos deste setembro de 2014 como parte de uma aliança internacional liderada pelos EUA contra os jihadistas no Iraque e expandiu suas operações para a Síria em setembro deste ano.

Até os atentados de sexta-feira, a França havia lançado 283 bombardeios no Iraque e cinco na Síria, segundo dados do governo francês – apenas uma fração de ataques realizados pela Força Aérea dos EUA. Atualmente, seis caças franceses do tipo Rafale estão estacionados nos Emirados Árabes Unidos e outros seis, do tipo Mirage, estão na Jordânia.

Iraque afirma ter advertido França

Segundo a agência de notícias AP, o serviço de inteligência do Iraque havia alertado autoridades francesas de que o líder do "Estado Islâmico", Abu Bakr al-Baghdadi, tinha ordenado seus seguidores a lançar imediatamente ataques e fazer reféns dentro de países participantes da coalizão que combate os jihadistas no Iraque e na Síria.

A AP afirmou ter obtido o conteúdo da advertência, que, no entanto, não dava detalhes sobre quando ou onde os ataques ocorreriam. Além disso, uma autoridade de segurança francesa disse à agência de notícias que a inteligência francesa recebe esses tipos de avisos "o tempo todo" e "todos os dias".

No entanto, autoridades da inteligência iraquiana garantiram que também advertiram a França sobre detalhes específicos: entre eles, que os agressores foram treinados para esta operação em Raqqa e enviados de volta à França.

As autoridades iraquianas também afirmaram que um célula adormecida na França se reuniou com os agressores após seus treinamentos e audou-os a executar o planos. A operação envolveu 24 pessoas, afirmaram: 19 agressores e outras cinco pessoas responsáveis por logística e planejamento.

Nenhum desses detalhes foram corroborados por autoridades da França ou por outras agências de inteligência ocidentais.

PV/afp/ap/rtr

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