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Mundo

França aprova continuidade de ataques aéreos ao "Estado Islâmico"

Por ampla maioria, deputados mantêm participação francesa na coalizão militar liderada pelos EUA. Votação ocorre poucos dias depois dos atentados terroristas na França.

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"França está em guerra contra o terrorismo, o jihadismo e o islamismo radical", afirmou premiê Manuel Valls

Por ampla maioria, a Assembleia Nacional Francesa aprovou nesta terça-feira (13/01) a continuidade dos ataques aéreos a bases da organização terrorista "Estado Islâmico" (EI) no Iraque. Os franceses participam de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos.

A votação ocorreu poucos dias depois de uma série de ataques terroristas cometidos em Paris e arredores. Na quarta-feira passada, dois irmãos que reivindicavam ligações com a Al Qaeda do Iêmen realizaram um atentado ao semanário satírico Charlie Hebdo, matando 12 pessoas. Nos dias seguintes, um homem que jurou lealdade ao EI matou uma policial e quatro reféns num mercado judaico.

"A França está em guerra contra o terrorismo, o jihadismo e o islamismo radical", afirmou o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, antes da votação na Assembleia Nacional. "A França não está em guerra contra uma religião. A França não está em guerra contra o islã e os muçulmanos", disse Valls, em um discurso acalorado.

Os deputados franceses votaram por ampla maioria – 488 votos a favor e 1 contra – pela presença do país na coalizão com os EUA. Houve 13 abstenções. A França aderiu em setembro do ano passado e tem realizado alguns ataques pontuais aos jihadistas, mas não estendeu os ataques aéreos à Síria. Na França, a votação parlamentar é obrigatória para a extensão de qualquer intervenção militar a cada quatro meses.

O único deputado que votou contra argumentou que a extensão dos bombardeios não seria mais necessária porque as condições para o combate terrestre teriam melhorado. Além disso, ele advertiu que novos ataques aéreos poderiam levar a novos atentados em solo francês.

PV/afp/ap

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