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Economia

Fracassam os planos para salvar a Babcock Borsig

Nesta segunda-feira (08/07), fracassaram as últimas tentativas de salvar a tradicional construtora alemã de máquinas Babcock Borsig.

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De nada valeram os protestos dos empregados da Babcock Borsig

O governador da Renânia do Norte-Vestfália, Wolfgang Clement, é conhecido na Alemanha como um negociador talentoso e que sabe impor as suas metas. No caso da Babcock Borsig, contudo, ele não logrou alcançar seu objetivo. Apesar da promessa de aval por parte dos governos estadual e federal, no montante de 430 milhões de euros, os bancos credores vetaram definitivamente o plano de salvação da empresa. Sem uma nova diretoria e sem um novo conceito empresarial, as casas bancárias decidiram não investir mais nenhum centavo no que consideram ser um "saco sem fundo".

Uma eventual falência da Babcock Borsig significará o desemprego para um total de 22 mil funcionários da empresa, dos quais 8600 trabalham no Estado da Renânia do Norte-Vestfália, onde a tradicional firma tem a sua sede, na cidade de Oberhausen. Há cerca de uma semana foram iniciadas negociações intensas, em busca de um plano de salvação da construtora de máquinas. Como o impasse inicial continuasse, a Babcock acabou apresentando o pedido de concordata na última sexta-feira (05/07), a fim de cumprir o último prazo legal para impedir a falência.

Tentativa de reverter a situação

A intenção de encontrar uma solução a posteriori, retirando então o pedido de concordata, revelou-se definitivamente como ilusória nesta segunda-feira. Wolfgang Clement não recriminou os bancos pelo fracasso. Ao contrário, o governador demonstrou até mesmo compreensão para a atitude negativa dos credores. E admitiu que a diretoria da Babcock Borsig perdeu toda a confiança nela depositada, nos últimos anos. A empresa "não tem estrutura, nem estratégia".

Já em 1996, a Babcock Borsig escapou por pouco da falência, graças a uma injeção de crédito financeiro equivalente a cerca de 300 milhões de euros. Além disto, os funcionários da empresa chegaram até mesmo a abrir mão de parte dos seus salários, o que representou na época uma economia adicional da ordem de 50 milhões de euros para os cofres da Babcock.

Este ano, a situação voltou a agravar-se, principalmente após a venda do estaleiro HDW, considerado uma das empresas mais lucrativas do conglomerado, que engloba um total de aproximadamente 130 firmas. A Babcock Borsig possui uma representação no Brasil, sediada em São Paulo.