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Cultura

Fotografias de N. Hatakeyama “desconstróem” a natureza

Exposto no museu Kunsthalle de Nuremberg, o trabalho do fotógrafo japonês é um documento gélido da relação entre natureza e civilização, que transforma centros urbanos em verdadeiros sítios arqueológicos.

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Naoya Hatakeyama, "River Series" Nº 2, 1993-94

Naoya Hatakeyama é um especialista em abismos. Sua câmera já registrou a canalização de Tóquio, a explosão de rochas de calcário que voam pelos ares e a esterilidade de um subúrbio inglês.

Seu olhar conduz uma espécie de cartografia da destruição, um registro da natureza morta, no sentido literal do termo. Hatakeyama revela o absurdo da vida urbana, a substituição da natureza pela cidade, a solidão da canalização de Tóquio, que se contrapõe às multidões de suas ruas.

Séries – Seus trabalhos são sempre publicados em séries. Nestas, o vazio – a ausência de pessoas – é o ponto em comum. Ambientes criados pelo homem, mas por ele abandonados. Nos final dos anos 80, Hatakeyama dedicou a primeira delas à arquitetura e à natureza: Lime Work e Lime Hill (1987-1992). O calcário como tema. Cenários áridos, que se assemelham a paisagens lunares. Buracos imensos feitos por britadeiras, carvoarias e pedreiras antigas, resquícios de um processo de industrialização inacabado.

No final dos 90, vieram as séries Underground, em que Hatakeyama faz um raio X de Tóquio, num registro que vai de fotos aéreas à canalização da cidade. O concreto surge como o outro lado da erosão das montanhas da série anterior. "Lá foi tirado algo, aqui erguido. Como o negativo e positivo de uma foto", segundo o artista.

Canalização – Se nas fotos aéreas a metrópole assusta por sua massa de concreto, os labirintos que estão sob os pés dos transeuntes causam medo pela solidão que representam, ganham um aspecto surreal, como se estivessem fora do tempo.

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