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Mundo

Fosun afirma que presidente de grupo coopera em investigação

Após declarar que bilionário chinês desapareceu, multinacional volta atrás e diz que Guo Guangchang está com autoridades. Especula-se que dono de uma das maiores fortunas na China desempenha papel em caso de corrupção.

Em comunicado, o grupo Fosun anunciou nesta sexta-feira (11/12) que seu presidente, Guo Guangchang, está cooperando com autoridades em uma investigação. O documento não dá detalhes sobre quais seriam os motivos dessa cooperação e qual seria o caso investigado.

O comunicado veio um dia após a empresa ter dito que o bilionário havia desaparecido, após ter sido detido no aeroporto de Xangai, em decorrência de uma investigação sobre corrupção. Na internet circulou uma foto em que Guo está acompanhado de quatro funcionários públicos civis no aeroporto.

Guo, de 48 anos, é um dos homens mais ricos da China. A revista americana Forbes estima sua fortuna pessoal em 6,9 bilhões de dólares. No ranking dos mais ricos do mundo, ele ocupa a 191ª posição. Na Europa, ele é conhecido como "Warren Buffett chinês".

Em 1992, depois de se formar na Universidade Fudan, em Xangai, ele fundou com três outros colegas o grupo Fosun, que chefia desde 1994. Ele transformou a empresa numa holding, cujo portfólio é composto por empresas dos setores de imóveis, farmacêuticos e comércio varejista. Delas, 21 têm ações listadas na bolsa de valores.

Na Alemanha, o portfólio da Fosun inclui a grife de moda Tom Tailor e, ainda, o tradicional banco Hauck&Aufhäuser em Frankfurt. A empresa ainda detém participações acionárias na rede de lojas de moda Folli Follie, da Grécia; na empresa de seguros Fidelidade, de Portugal; e no grupo de moda italiano Raffaele Caruso, entre outros. Até mesmo a companhia que gerencia o Cirque Du Soleil pertence à Fosun.

Especulação sobre caso de corrupção

Em 2015, o Ministério Público da China apertou o cerco a Guo e ao grupo Fosun. Atualmente, o governo combate duramente casos de corrupção na política, como também transações financeiras duvidosas. Assim, o nome de Guo surgiu em uma sentença contra outro executivo, Wang Zongnan, em agosto de 2015.

Wang era diretor de uma empresa estatal em Xangai e, para o tribunal de justiça, ele teria "abusado de seu cargo para conceder vantagens indevidas ao grupo Fosun". Como agradecimento, Guo teria comprado dois apartamentos para os pais de Wang e concedido um desconto de 60% em relação ao preço de mercado (cerca de 360 mil euros).

Por corrupção, Wang foi sentenciado a 18 anos de prisão. Porém, o grupo negou ter subornado Wang.

CN/rtr/lusa/dw

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