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Economia

Fortuna particular pelo bem coletivo

Alemanha vive uma onda de novas fundações. Fortunas particulares são investidas em projetos sociais ou culturais. Há cerca de 12 mil fundações no país, maior parte concentra-se em Hamburgo.

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Incentivo a jovens músicos graças a trabalho de fundações

As fundações são instituições de interesse público que se tornaram imprescindíveis na sociedade, destaca a ministra alemã da Cultura. Na opinião de Chistina Weiss, elas já se tornaram o terceiro pilar da sociedade, ao lado da economia e do Estado:

- As fundações são uma prova de que as pessoas não aceitam simplesmente o que o Estado e a economia lhes oferecem. Elas também querem assumir responsabilidades e imprimir uma marca criativa na vida pública.

As três principais fundações alemães têm sede em Hamburgo, de tradição burguesa e opção de moradia de um grande número de milionários. Esta cidade portuária abriga fundações desde o século 13. Atualmente, são 850, com um patrimônio de mais de 3 bilhões de euros.

Entre elas, as maiores – e ao mesmo tempo principais da Alemanha – são a Fundação Körber, a Fundação Ebelin e Gerd Bucerius (do grupo editorial Zeit) e a Fundação Alfred Töpfer, esta com um patrimônio de mais de 100 milhões de euros.

Outras fundações importantes não só em nível nacional são a Bertelsmann, de Gütersloh, e a Ernst von Siemens, com sede em Munique. Todos os anos, esta última concede um prêmio internacional de música. O deste ano, dotado de 150 mil euros, será concedido ao compositor alemão Wolfgang Rihm.

Bem comum e compreensão internacional

Todas as fundações estão voltadas para a educação e cultura, sendo que algumas dedicam-se especialmente à música, outras ao meio ambiente, à ciência ou à saúde, seja através de projetos, programas, seminários ou de concursos. O objetivo é o bem comum e, em nível mais amplo, a compreensão internacional, principalmente entre os jovens europeus.

No ano fiscal encerrado em 2002, as fundações alemãs dedicaram 1,5 milhão de euros em prêmios e outras distinções, bolsas de pesquisa e de estudo e a manutenção de alojamentos para artistas e pesquisadores.

Os alemães têm uma consciência civil especial, destaca Fritz Brickwedde, presidente da Associação Nacional de Fundações Alemãs. Mas ele justifica o boom de fundações não só com esta disposição:

- É preciso ter dinheiro. Talvez esta seja a razão por que no ano passado o número de fundações criadas no leste do país foi o mesmo das criadas numa única cidade na parte ocidental, ou seja, Hamburgo.

Também o governo vem ao encontro deste tipo de iniciativa, através de vantagens fiscais não só para quem faz doações, como para as próprias fundações.

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