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Mundo

Formação de governo fracassa e Grécia ruma para novas eleições

Novas eleições na Grécia parecem ser inevitáveis depois do terceiro dia de conversações fracassadas entre líderes políticos e o presidente do país.

Novas eleições na Grécia parecem ser inevitáveis, depois do fracasso das negociações para formação de um novo governo. Após o terceiro dia de conversações entre o presidente do país e os principais líderes políticos, um porta-voz do presidente, Karolos Papoulias, disse nesta terça-feira (15/05) que o processo de busca de um acordo havia fracassado e que uma nova eleição será convocada, provavelmente para meados de junho. Um governo interino será formado nesta quarta-feira, segundo o porta-voz.

Papoulias ainda tentou negociar um acordo, em reunião com os presidentes de cinco partidos eleitos para o Parlamento. Depois de dias de conversas infrutíferas, ele propôs na segunda-feira a formação do governo de tecnocratas.

O presidente grego apresentou a proposta às três forças partidárias claramente pró-europeias, o conservador Nova Democracia, o socialista Pasok e a Esquerda Democrática. O líder da Coalizão da Esquerda Radical, Fotis Kouvelis, disse na segunda-feira ser categoricamente contra um governo tecnocrata. "Isso representaria a clara derrota dos políticos", argumentou.

Segundo as últimas pesquisas, a Coalizão de Esquerda Radical deverá ganhar as novas votações, passando de segunda para primeira força política no parlamento. O partido prega a suspensão das medidas de austeridade e das reformas previstas no acordo fechado entre Atenas e credores internacionais.

Aumenta preocupação internacional

Assim, crescem as preocupações de que o país esteja indo rumo à bancarrota e que deixe a zona do euro. O líder socialista e ex-ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, falou de "péssimas condições" para novas eleições. "Alguns colocam os interesses partidários acima do bem do país", afirmou.

Em uma entrevistaà televisão francesa, achefe do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, levantou a possibilidade de que a Grécia saia da zona do euro. "Se os compromissos orçamentários do país não forem respeitados, há revisões adequadas a fazer, seja um financiamento suplementar em um tempo adicional, ou mecanismos para uma saída que, neste caso, deve ser uma saída ordenada", afirmou.

MD/dadp/rtr/dpa
Revisão: Roselaine Wandscheer

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