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Mundo

Forças Armadas pedem diálogo no Egito

Diante da crise política, militares e Irmandade Muçulmana apelam para que egípcios busquem acordo pacífico. Presidente Morsi chama oposição para negociar, mas tem convite rejeitado.

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Ägypten Soldaten der republikanischen Garde

Em sua primeira reação à crise, as Forças Armadas egípcias declararam neste sábado (08/12) que o diálogo "é o melhor e único caminho para chegar a um acordo". Caso contrário, segundo a declaração, o país irá cair num "túnel escuro de consequências catastróficas", algo que as Forças Armadas "não poderão permitir".

O pronunciamento foi a tomada de posição mais clara até agora dos militares na luta pelo poder entre as diversas facções no Egito. Mas, segundo informações dos bastidores militares, isso não significa que o Exército esteja dando sinais de querer retornar à vida política do país.

Morsi: disposição de acordo em plebiscito

O líder espiritual da Irmandade Muçulmana, Mohammed Badie, também pediu aos egípcios um diálogo pacífico. Segundo ele, o melhor caminho para sair da atual crise política são as urnas. Badie acentuou, ainda, que a Irmandade Muçulmana não pode ser responsabilizada pelos recentes tumultos, que deixaram um saldo de pelo menos seis mortos na última quarta-feira, quando partidários e opositores do presidente Mohammed Morsi travaram uma batalha sangrenta nas imediações do palácio presidencial.

Mohammed Badie

Mohammed Badie, líder da Irmandade Muçulmana

Morsi, que conta com o apoio da Irmandade Muçulmana e de seus aliados islâmicos, convidou a oposição a negociar. O chamado foi rejeitado pelos opositores, que consideraram o convite "de pouca seriedade".

Morsi vem rejeitando até agora responder às exigências das forças liberais e laicas do país, que pedem a retirada de um decreto pelo qual Morsi ampliou seus próprios poderes. Além disso, a oposição exige o adiamento do plebiscito sobre a polêmica Constituição, agendado para o próximo 15 de dezembro. Neste contexto, Morsi manifestou disposição em negociar.

Calma volta a palácio presidencial

Na madrugada deste sábado, a situação se acalmou nos arredores do palácio presidencial no Cairo, embora cerca de 100 manifestantes ainda permanecessem pela manhã em frente à sede do governo, no norte da cidade, enquanto soldados bloqueavam a área com tanques de guerra e arame farpado.

Na noite anterior, mais de 10 mil adversários de Morsi haviam se reunido em frente ao palácio, a fim de protestar contra a onipotência do chefe de Estado e a nova Constituição. Muitos manifestantes conseguiram driblar o bloqueio de segurança, sem, contudo, terem podido entrar no palácio.

SV/ afp, dapd, rtr
Revisão: Marcio Damasceno

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