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Ciência e Saúde

Fogo e inundações castigam a Europa

Enquanto áreas inteiras estão sob as águas no Reino Unido, o sul e sudeste da Europa sofrem com incêndios e apagões. Talvez se trate dos prenúncios da mudança do clima global, especulam especialistas.

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Incêndio na Macedônia

Rettungseinsatz bei Unwettern in England

Força Aérea Real britânica auxilia a evacuar Evesham

Calor-recorde no sul, maior enchente em 60 anos na Inglaterra: no momento, o tempo na Europa está marcado pelos extremos. Temperaturas de até 45º C fizeram subir o número de mortos, nesta quarta-feira (25/07), na Grécia, Romênia e Hungria. Enquanto isso, a onda de inundações atingiu a cidade inglesa de Oxford. Segundo informações da polícia, um homem morreu afogado em Bedford devido à cheia do rio Great Ouse.

Fogo e blecautes no sul e sudeste

No centro e no sul da Itália ocorreram dezenas de novos incêndios florestais, atribuídos a incendiários. Milhares de habitantes e turistas precisaram ser evacuados, também com a ajuda de helicópteros e caminhões das Forças Armadas. Dois idosos morreram num incêndio na península de Gargano.

No Sul da França pelo menos 500 hectares de vegetação foram consumidos pelas chamas. Um bosque de uma península próxima a Saint Tropez também foi atingido.

BdT Griechenland Waldbrände bei Athen

Incêndio florestal perto de Atenas

Na Grécia, a rede de eletricidade continua sujeita a blecautes devido ao consumo intenso pelos aparelhos de ar condicionado. O problema afeta também a Macedônia, Montenegro e a província do Kosovo. Estes países e regiões também estão ameaçados por incêndios, assim como a Bósnia e a Sérvia

Na terça-feira, toda a Albânia ficou sem energia durante várias horas. Segundo informações oficiais, pelo menos 27 pessoas já morreram na Romênia em conseqüência da onda de calor, enquanto na Hungria se fala em até 500 mortos.

"Século de extremos"

Nas cidades inglesas atingidas mais duramente pelas enchentes, Tewkesbury e Gloucester, as águas recuaram nesta quarta-feira. Em Oxford, ao contrário, as ruas ficaram até 1,20 metro sob a água.

Uma estação de distribuição elétrica em Walham foi quase inundada, porém uma equipe de trabalhadores conseguiu isolá-la das águas por uma questão de centímetros. Desta forma, evitaram que 500 mil pessoas ficassem sem energia e hospitais, lojas e lares mergulhassem no caos.

O ministro britânico do Meio Ambiente, Hilary Benn, alertou que a crise ainda não chegou ao fim, e que já causou "considerável desgraça humana". Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro, Gordon Brown, admitiu que existem déficits de infra-estrutura.

Anúncio de mudança do clima global?

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Estação elétrica inundada em Tewkesbury, Inglaterra

"Estamos encarando um século 21 de condições meteorológicas extremas", declarou Brown à TV BBC, acrescentando que o país deve fazer mais para reforçar suas defesas contra inundações.

Este verão já registra os mais altos índices pluviométricos do Reino Unido, desde o início dos registros meteorológicos, há 60 anos. Em 2006 o país sofrera com o calor e a seca.

Nick Reeves, diretor executivo da Chartered Institution of Water and Environmental Management, afirmou à agência de notícias Reuters: "Eventos extremos como os que temos visto nas semanas recentes prenunciam o espectro da mudança climática, e seria irresponsável imaginar que não se tornarão mais freqüentes."

Em contrapartida, o professor Alastair Borthwick, da Universidade de Oxford, declarou à mesma agência serem necessários mais dados, antes de afirmar que a mudança climática seja um fator nas inundações do Reino Unido. (av)

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