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Economia

FMI vê perigo de recessão com guerra longa

O diretor-geral do FMI, Horst Köhler, não exclui uma recessão mundial no caso de uma guerra prolongada no Iraque. O Japão e a Europa - a Alemanha especialmente - deveriam fazer mais para dar impulso à conjuntura.

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Köhler, diretor do Fundo Monetário International

O cenário de uma guerra de longa duração admitido somente como a variante menos provável - foi notoriamente subestimado. Diante das tempestades de areia, dificuldades no abastecimento das tropas da coalizão, a impossibilidade de estacionar soldados na Turquia e a forte resistência das tropas iraquianas, tudo indica que o regime de Saddam Hussein não será deposto em questão de semanas.

Principais riscos econômicos

Os principais fatores de risco para a economia, no caso de uma guerra prolongada, são a alta do petróleo, a contenção do consumo nos Estados Unidos e a fragilidade dos países emergentes com alta necessidade de financiamento externo, disse o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Horst Köhler, em entrevista ao semanário Wirtschafswoche. Ele não exclui uma recessão, mas considera improvável uma depressão comparável à do início da década de 30.

b#bO economista alemão mostrou-se confiante de que os bancos centrais ainda têm margem para continuar diminuindo as taxas de juros, o que saberão utilizar no momento certo. O Fundo Monetário, de sua parte, não pretende lançar um programa de apoio à conjuntura se a guerra se estender.

Surpresas positivas são possíveis

Por outro lado, Köhler vê potencial para uma forte recuperação após a guerra. Muitas empresas teriam melhorado sensivelmente sua situação, conforme indicam os últimos balancetes, e os investidores dispõem de liqüidez. Juntamente com a rápida queda dos preços do petróleo, uma vez encerrado o conflito, isso poderia levar a surpresas positivas em relação à conjuntura mundial. O FMI conta com um crescimento médio de 3% este ano.

Europäische Zentralbank

Ao fundo, a sede do Banco Central Europeu em Frankfurt

O diretor-geral do FMI não comparte as preocupações dos exportadores alemães com a valorização do euro frente ao dólar. "Diante do grande déficit da balança de pagamentos dos EUA, a desvalorização do dólar é correta", avaliou, recomendando uma intervenção somente se o dólar entrar em queda livre.

O que a Alemanha pode fazer

"A Europa e o Japão precisam fazer mais", diz Köhler, pois a recuperação da economia mundial não deveria depender somente dos Estados Unidos. A Europa, principalmente a Alemanha, precisa de mais flexibilidade no mercado de trabalho e mais rapidez na aplicação de novas tecnologias em produtos e serviços. "A recente declaração do chanceler federal, Gerhard Schröder, mostra que o governo reconheceu a gravidade da situação", observou, referindo-se ao discurso no Parlamento, em que Schröder anunciou uma série de reformas nos sistemas social e previdenciário.

"Os alemães têm de entender que só podem manter sua prosperidade se forem adotadas profundas mudanças", insistiu o diretor do FMI. Atualmente, a Alemanha estaria emperrando o crescimento da Europa. Ele conta com uma taxa de crescimento no país inferior a 1% este ano.

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