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Economia

FMI: um cargo e dois candidatos

Um espanhol e um francês concorrem à liderança do Fundo Monetário Internacional. Os países latino-americanos já escolheram seu candidato: Rodrigo Rato. A Alemanha decidiu-se por Jean Lemierre.

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Rodrigo Rato e Jean Lemierre

A União Européia não escolheu seu candidato à presidência do FMI (Fundo Monetário Internacional). Em seu encontro informal na Irlanda, neste fim de semana, os ministros das Finanças da UE oficializaram a disputa entre os dois nomes: o ministro espanhol Rodrigo Rato, que está para deixar o cargo com a mudança de governo em Madri, e o francês Jean Lemierre, diretor do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD).

A Alemanha apóia Lemierre, declarou o ministro alemão das Finanças, Hans Eichel, acrescentando que ambos são excelentes candidatos. Trata-se, segundo Eichel, de optar entre um político experiente (Rato) e um especialista com perfil de tecnocrata, como era o caso de Horst Köhler, que renunciou à liderança do FMI para candidatar-se à presidência da República na Alemanha.

Decisão sairá depois da Páscoa

"Depois das repercussões das duas candidaturas em todo o mundo, na América Latina, África e Ásia, decidiremos quem será o candidato europeu", declarou Eichel, expondo o procedimento. As consultas serão realizadas pelo ministro britânico Gordon Brown, que dirige atualmente o Comitê de Finanças do FMI. A decisão da UE será tomada em Londres, à margem de uma reunião do BERD, nos dias 18 e 19 de abril.

O cargo de diretor-geral do FMI é tradicionalmente ocupado por um europeu, enquanto os Estados Unidos definem quem chefia o Banco Mundial. No entanto, os europeus estão sob pressão, pois os países em desenvolvimento exigem mais abertura e transparência no processo de escolha.

Prós e contras

Rodrigo Rato é apoiado por 19 países latino-americanos, a Bélgica e a Áustria. Mas não se atribui muitas chances ao espanhol; e não apenas porque o cargo costuma ser ocupado por um francês ou um alemão.

Como a Espanha deve continuar com um cargo na diretoria do Banco Central Europeu (BCE), algumas delegações européias acharam que dois cargos financeiros importantes seria demasiada influência espanhola na UE.

Contra Lemierre seria possível usar o mesmo argumento, afinal o presidente do BCE é o francês Jean-Claude Trichet. Além de que, três dos oito diretores do FMI até agora eram franceses.

Rodrigo Rato pertence ao governo conservador de José Maria Aznar, que perdeu as eleições parlamentares de 14 de março. Rato, porém, conta com o apoio do novo governo de Madri.

Um terceiro candidato?

Nos círculos da UE comenta-se que o futuro chefe de governo espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, teria sinalizado à França e à Alemanha que poderia abrir mão da candidatura de Rato.

Consta que a Itália também estaria interessada no posto, tendo sido citado o nome do atual comissário da UE Mario Monti. O ministro italiano das Finanças, Giulio Tremonti, contudo, disse não mais contar com uma proposta de Roma. Um terceiro candidato só se torna provável se os países-membros da UE estiverem muito divididos.

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