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Economia

FMI sinaliza que não dará prazo maior à Grécia

Chefe do Fundo Monetário Mundial, Christine Lagarde, afirma que órgão deve proteger sua reputação como credor global. Mesmo diante de impasse, UE e Atenas continuam descartando saída grega da zona do euro.

Außerordentliches Treffen der Eurogruppen Finanzminister Eurogruppen Christine Lagarde

Christine Lagarde, chefe do FMI

A chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, sinalizou nesta quinta-feira (16/04) que não vai concordar que a Grécia adie o pagamento do resgate financeiro tomado junto ao órgão, ressaltando que o fundo precisa proteger sua sólida reputação como credor global.

Segundo Lagarde, a concessão de um adiamento seria um "financiamento adicional" à Grécia, um caminho que "claramente não seria recomendável".

A Grécia está ficando novamente sem dinheiro em caixa, e seus credores da zona do euro e do FMI congelaram a ajuda financeira até que o novo governo em Atenas, liderado pelo partido de esquerda Syriza, defina um pacote de reformas no país. A situação aumentou o receio de que os gregos não conseguirão quitar os próximos pagamentos do empréstimo junto ao FMI, que chegam a 1 bilhão de dólares, até o mês que vem.

"Nunca tivemos uma economia avançada pedindo para adiar pagamento", disse Lagarde a repórteres, pouco antes de um encontro com o Banco Mundial, em Washington.

Durante reunião com o ministro grego de Finanças, Yanis Varoufakis, Lagarde reiteirou que o Fundo permanece "totalmente engajado e comprometido em ajudar a Grécia" a alcançar níveis que possam manter seus pacotes de ajuda, segundo divulgou o FMI por meio de uma nota. Os dois discutiram a atual situação da economia grega e concordaram com a necessidade de "avançar rapidamente".

Nos bastidores do encontro, Varoufakis declarou que Atenas não pode chancelar um acordo que já existia e que não vai resolver seus problemas econômicos.

Atenas rechaça "Grexit"

O ministro grego voltou a dizer que seus credores precisam reconhecer que as exigências por medidas de austeridade mostraram-se fracassadas. "Tentamos esse remédio, mas ele não funcionou", disse.

Varoufakis garantiu, porém, que seu país está determinado em permanecer na zona do euro, apesar das especulações sobre um possível default (inadimplência) e uma eventual saída do bloco da moeda única.

Mais cedo, o comissário europeu para os Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici, garantiu que a União Europeia não está preparando um "Grexit", uma saída do país do bloco. "A posição da Comissão Europeia é a de que a Grécia tem seu lugar na zona euro. Estamos trabalhando nesta base", garantiu.

Para ele, uma eventual saída dos gregos do grupo seria "uma catástrofe", e levantaria questionamentos sobre quem seria o próximo.

Os comentários de Moscovici foram feitos depois que dois dirigentes do FMI sugeriram no início desta semana que, apesar de a saída da Grécia da zona do euro não ser ideal, caso acontecesse, a UE deveria aproveitar a ocasião para avançar para uma união política e orçamental total.

A data estipulada para um acordo com a Grécia é 24 de abril, quando o Eurogrupo se reunirá em Riga, na Letônia. A Grécia pretende obter um financiamento de 7,2 bilhões de euros para segurar sua economia e pagar dívidas junto ao FMI e ao Banco Central Europeu.

MSB/rtr/afp/dpa/lusa

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