FMI quer elevar seus recursos para crédito em 500 bilhões de dólares | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 18.01.2012
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Economia

FMI quer elevar seus recursos para crédito em 500 bilhões de dólares

No mesmo dia em que o Banco Mundial revisou para baixo suas projeções para a economia mundial, o FMI anunciou que pretende mais que dobrar sua capacidade de conceder empréstimos.

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Lagarde quer evitar que crise se espalhe para outros países

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quarta-feira (18/01) que pretende elevar seus recursos para crédito em 500 bilhões de dólares. A conta já inclui os 200 bilhões de dólares que os países europeus pretendem reunir para repassar à instituição, afirmou o Fundo.

Sem divulgar mais detalhes, o FMI declarou que está avaliando possibilidades de financiamento para elevar seus recursos para crédito. No momento, a instituição com sede em Washington dispõe de 385 bilhões de dólares. Para os próximos anos, vai precisar ter disponíveis cerca de 1 trilhão de dólares, afirmou.

A agência de notícias Bloomberg informou que o FMI pressiona países emergentes, como a China, o Brasil, a Rússia e a Índia, e também os grandes produtores de petróleo para que elevem sua contribuição. Se isso vier a acontecer, esses países certamente exigirão maior poder de voto dentro do Fundo.

Na terça-feira, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, havia dito que muitos diretores do Fundo consideravam urgente limitar a crise aos países da zona do euro e impedir que ela avance para os demais países do mundo.

Alemanha e zona do euro

Apesar de a União Europeia ainda estar afundada numa crise sem previsão para acabar, a Alemanha prevê para este ano um aumento, ainda que tímido, no seu Produto Interno Bruto (PIB). Segundo relatório apresentado nesta quarta-feira pelo ministro alemão da Economia, Philipp Rösler, a maior economia da Europa espera crescer 0,7% em 2012.

As perspectivas para o bloco europeu, no entanto, ainda são sombrias. O anúncio de Rösler aconteceu no mesmo dia em que o Banco Mundial alertou sobre o perigo de que uma recessão na zona do euro possa levar ao agravamento da situação em termos globais.

Diante do cenário atual, a instituição refez seus cálculos e prevê agora uma retração de 0,3% da economia na zona do euro em 2012 – em junho do ano passado, a estimativa era de um crescimento de 1,8%.

Ao apresentar as expectativas para os próximos 12 meses, o ministro alemão avaliou que a economia do país vai bem. "Não podemos falar em recessão. Pelo contrário. A economia alemã vai continuar crescendo este ano, mas mais moderadamente que em 2011", destacou Rösler, ressaltando que a Alemanha continuará sendo o eixo da estabilidade e do crescimento na Europa.

De acordo com o relatório, o aumento do nível de ocupação e dos salários e os preços estáveis serão os pilares que sustentarão a economia alemã este ano. O consumo interno vai fortalecer a economia do país contra as influências externas, como explicou o ministro.

O governo alemão prevê que o efeito positivo também se dê sobre o mercado de trabalho. Calcula-se que, ao longo do ano, a taxa de desemprego no país caia para 6,8% – o menor índice dos últimos 20 anos.

Nas suas previsões, o governo alemão assume que a crise da dívida não vai se intensificar e que as decisões para melhorar a situação serão de fato implementadas.

Impacto global

O Banco Mundial também reduziu as perspectivas de crescimento para as economias globais. Enquanto há seis meses era esperado que os emergentes crescessem 6,2%, agora se calcula que este aumento ficará em torno dos 5,4%. As expectativas também foram reduzidas para os países desenvolvidos – de 2,7% para 1,4%.

"A Europa parece ter entrado em recessão e o crescimento em grande parte dos emergentes (Brasil, Índia e menos e em menor dimensão Rússia, África do Sul e Turquia) diminuiu", afirmou o banco.

Em estudo apresentado nesta terça-feira, a ONU também ressaltou que em 2012 deve haver uma desaceleração econômica mundial.

"A falha dos formuladores de políticas públicas, especialmente os europeus e os norte-americanos, em tratar a crise de emprego, prevenir o perigo da dívida pública e a fragilidade do setor financeiro representa o maior risco para a economia global na perspectiva de 2012/2013”, afirma o relatório.

A ONU calcula um crescimento mundial de 2,6% para 2012 e de 3,2% para 2013. A instituição prevê ainda um crescimento de apenas 0,7% para o continente europeu, bem abaixo do 1,6% acumulado no ano passado.

Já para o Brasil, a ONU reviu sua previsão do ano passado, de uma expansão de 5,3%, para apenas 2,7%. Há um mês, porém, a presidente Dilma Rousseff havia comentado estar otimista com o PIB de 2012, o qual o governo afirma aumentará 5%.

MSB/dw/dpa/rtr
Revisão: Alexandre Schossler

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