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Economia

FMI prevê contração do PIB do Brasil

Em 2015, maior economia da América Latina deve recuar 1%, puxando para baixo o crescimento da região, diz Fundo Monetário Internacional. PIB latino-americano deve aumentar apenas 0,9%, e a global, 3,5%.

A economia brasileira deve se contrair 1% neste ano, freando o crescimento da América Latina, prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI). A maior economia latino-americana e a sétima maior do mundo sofre com a inflação, estagnação do setor privado e escândalos de corrupção na

Petrobras

, aponta o órgão em seu relatório bianual Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta terça-feira (14/04).

"O setor privado está enfraquecido devido a desafios de competitividade não atingidos, ao risco de racionamento de água e eletricidade e às consequências das investigações sobre o escândalo da Petrobras", diz o documento.

A necessidade maior do que se esperava de um ajuste fiscal também influencia as previsões para o país – medida que pode vir acompanhada de uma desaceleração do consumo, alerta o FMI.

O órgão projeta para o Brasil uma inflação de 7,8% em 2015, acima do teto da meta estabelecido pelo governo, que é de 6,5%. O Banco Central prevê que o índice feche o ano em 7,9%.

As previsões são um indício do pessimismo do FMI em relação ao Brasil. Em outubro do ano passado, a instituição havia previsto um crescimento para o país de 1,4%. Em janeiro deste ano, a previsão caiu para 0,3%, seguida da previsão atual de queda de 1% no Produto Interno Bruto (PIB).

Entretanto, as perspectivas são um pouco melhores para 2016, para quando o FMI projeta um crescimento de 1%, meio ponto percentual abaixo da previsão anterior.

A economia brasileira cresceu apenas 0,1% no ano passado, marcando o quarto ano consecutivo de crescimentos abaixo do esperado. Entre 2005 e 2010, o PIB brasileiro cresceu, em média, 4,5% ao ano.

A América Latina como um todo crescerá 0,9% em 2015, prevê o FMI, rebaixando sua projeção anterior, que havia sido de 2,2%.

Economia mundial deve crescer

Em meio à desaceleração dos países em desenvolvimento após uma década de rápida expansão, o FMI pediu mais ação dos países ricos para impulsionar o crescimento econômico global.

"Políticas decisivas de impulso à produção atual e potencial são urgentemente necessárias", declarou a instituição.

O FMI prevê um crescimento de 3,5% para a economia mundial em 2015, após um índice de 3,4% registrado no ano passado. As maiores economias mundiais deverão crescer mais rapidamente neste ano. Espera-se que o crescimento seja de 3,1% nos Estados Unidos, de 1,5% na zona do euro e de 1% no Japão.

Já o crescimento das economias emergentes e em desenvolvimento deverá sofrer uma pequena desaceleração, caindo para 4,3%, segundo o FMI. A economia chinesa continua a desacelerar, e deve crescer menos de 7% neste ano.

A economia da Índia deverá crescer 7,5% em 2015, enquanto os países do Oriente Médio e da América Latina sofrem as consequências da queda do preço do petróleo e de outras commodities.

Apesar das perspectivas positivas para as economias mais avançadas, 70% do crescimento global continuará vindo dos países emergentes ou em desenvolvimento.

Segundo o relatório do FMI, entre os fatores atuais de risco para a economia global estão os conflitos na Ucrânia, no Oriente Médio e no norte da África, além da estagnação e deflação na zona do euro.

RC/afp/dpa

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