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Mundo

FMI interrompe negociações com a Grécia

Missão deixa Bruxelas após impasse em torno da dívida grega. FMI diz que não houve progresso e acordo continua muito distante. "A bola está agora do lado grego", afirma porta-voz da instituição.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aumentou de forma dramática a pressão sobre a Grécia, ao anunciar nesta quinta-feira (11/06) que sua delegação interrompeu as negociações sobre a dívida grega em Bruxelas e regressou a Washington.

"Há grandes diferenças e não houve progressos para diminuí-las nos últimos dias. Estamos muito longe de um acordo", afirmou o porta-voz do FMI Gerry Rice, ressaltando que a instituição não deixou a mesa de negociações, mas que "a bola está agora do lado grego".

Segundo a agência de notícias Reuters, uma fonte confirmou que a delegação de Atenas que estava negociando o acordo sobre reformas a serem implantadas em troca do desbloqueio de 7,2 bilhões de euros do pacote de resgate de 240 bilhões de euros retornou à Grécia, citando também as diferenças entre as partes.

O inesperado anúncio foi feito enquanto a União Europeia (UE) pedia ao primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, que deixe de brincar com o futuro de seu país, prestes a ficar sem dinheiro, e tome as decisões necessárias para evitar a falência.

Atenas precisa do desbloqueio do fundo de resgate para poder saldar

sua dívida

de 1,6 bilhão de euros com FMI, cujo vencimento é no dia 30 de junho.

De acordo com Rice, as maiores divergências continuam sendo as reformas tributária e previdenciária, além do financiamento das despesas públicas. O porta-voz do FMI assegurou ainda que apesar do retorno aos EUA, a equipe continua "totalmente comprometida" com Atenas.

Advertência europeia

Antes do anúncio do FMI, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, enviou uma dura mensagem ao governo grego, após quatro meses de negociação. "Não há mais tempo para jogo. Temo que o dia quando alguém dirá que o jogo acabou está se aproximando", alertou em uma coletiva de imprensa depois da cúpula entre União Europeia e a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).

"É muito óbvio que precisamos de decisões, não de negociações", ressaltou Tusk, acrescentando que a Grécia precisa ser "mais realista".

Tsipras se reuniu nesta quinta-feira com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Nenhuma das partes relatou avanços após o encontro de quase duas horas. Fontes da UE descreveram a reunião como a "última tentativa" para chegar a um acordo.

CN/rtr/efe/lusa

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