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Mundo

Florestas tropicais continuam encolhendo

Peritos da Agência Espacial Européia (ESA) concluem que elas continuam sendo desmatadas com a mesma velocidade de dez anos atrás.

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Queimadas na Amazônia

"Pouca coisa mudou", disse em Jena (Leste da Alemanha), nesta terça-feira (21/03), Dia Internacional da Floresta, o coordenador do Projeto de Mudanças Globais das Florestas e da Superfície Terrestre da ESA, Martin Herold. Anualmente somem 16 milhões de hectares de florestas tropicais, o correspondente à metade da superfície da Alemanha, acrescentou.

Durante um simpósio internacional de cinco dias, representantes de organizações governamentais e agências espaciais discutem em Jena melhores possibilidades de observação das florestas. Peritos em sensoramento próximo e remoto do Brasil, Peru, Índia, Indonésia e Congo debatem a melhoria dos métodos de pesquisas no setor. Paralelamente, canadenses, escandinavos e russos trocam idéias sobre uma melhor vigilância florestal no hemisfério norte.

Segundo dados divulgados em Jena, as florestas cobrem cerca de 3,9 bilhões de hectares (aproximadamente um quarto da superfície terrestre), dos quais 1,8 bilhão de hectares se encontram nos trópicos. O hemisfério norte tem 1,2 bilhão de hectares de matas – chamadas boreais. As zonas temperadas têm relativamente pouca cobertura florestal (apenas 900 milhões de hectares).

Os ecologistas concentram suas atenções especialmente nos trópicos, mas segundo o WWF (Fundo Mundial da Natureza), a maior área contínua de matas nativas da Terra é formada por florestas boreais. Sessenta por cento delas estão situadas na Rússia, 30% no Canadá e 10% se espalham pelo Alasca, Báltico, Escandinávia e Islândia.

A discussão pública é dominada pelas florestas tropicais, mas também as florestas boreais estão ameaçadas. Segundo o Greenpeace, anualmente são queimados dezenas de milhares de quilômetros quadrados de matas na Rússia, liberando enormes volumes de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

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