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Mundo

Fischer realiza maratona pela paz

O ministro alemão do Exterior, Joscha Fischer, procura aliados, por toda parte, para evitar uma guerra dos EUA contra o Iraque. Depois de Nova York e Bruxelas, ele irá a Istambul.

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Fischer discursou no Conselho de Segurança da ONU

Alemanha e Turquia têm agora em comum também a rejeição oficial a uma guerra no Iraque e os esforços de seus governos por uma solução pacífica do conflito. As investidas de ambos os lados em defesa da paz aumentam na proporção em que se aproxima a data para entrega do relatório da Comissão de Inspeção no Iraque ao Conselho de Segurança, em 27 de janeiro.

No Conselho de Segurança, na segunda-feira (20), o chefe da diplomacia alemã advertiu para o perigo de uma guerra implodir a coalizão internacional contra o terrorismo, criada e liderada pelos Estados Unidos depois de 11 de setembro de 2001. Nesta terça-feira, em Bruxelas, Fischer pediu mais tempo para que o trabalho dos inspetores da ONU prossiga mesmo depois que a missão tiver apresentado o seu relatório ao Conselho de Segurança.

Aliados árabes

A Turquia, por sua vez, quer criar uma aliança regional, na tentativa de impor uma solução pacífica para o conflito, com uma conferência dos ministros das Relações Exteriores de Estados árabes. O encontro dos chanceleres do Egito, Irã, Jordânia, Arábia Saudita e Síria deverá ser em Istambul, na quinta-feira (23), anunciou o chanceler turco Yasar Yakis.

No mesmo dia, o alemão Fischer está sendo esperado em Istambul para conversações sobre o Iraque, noticiou a imprensa turca. O político alemão do Partido Verde deverá seguir viagem para Amã e outras capitais, na sexta-feira.

Dependendo do resultado da conferência de Istambul, será convocado um encontro de cúpula dos chefes de Estado e de governos dos seis países, disse o chefe da diplomacia turca. Yakis e seus colegas árabes planejam divulgar uma declaração conjunta pressionando Bagdá a se desarmar rápido. Um exílio para o presidente iraquiano Saddam Hussein também deverá ser discutido como saída da crise, disse o primeiro-ministro turco, Abdullah Gül, a uma emissora de tevê.

Temor de desestabilização regional

A Turquia é o único país islâmico membro da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e foi um aliado importante dos Estados Unidos durante e depois da Guerra do Golfo. Mas agora o governo de Ancara rejeita uma operação militar contra o regime de Bagdá, por temer uma desestabilização política e econômica em toda a região.

Por isso o governo conservador-religioso turco está sob pressão cada vez mais forte de Washington. O presidente do partido governista AKP, Recep Tayyip Erdogan, que não é chefe de governo por ter sido condenado pela Justiça, advertiu contra uma extensão da luta antiterror para o Iraque.

Schröder não crê em ação isolada

Washington, por sua vez, prossegue com os preparativos para uma guerra. Aparentemente alheio aos esforços e exigências internacionais por uma solução pacífica, o Pentágono anunciava o envio de mais 37 mil soldados americanos para o Golfo Pérsico. O chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, parece não contar, todavia, com uma ação isolada dos EUA. Em conversa com escritores e artistas, em Berlim, ele disse que o presidente George W. Bush não vai deflagrar uma guerra sem um mandato da ONU.

Schröder mantém a palavra que deu na campanha eleitoral de 2002 de que soldados alemães não participarão de uma guerra contra o Iraque. Mas como membro da OTAN, a Alemanha seria automaticamente atraída para a guerra, no caso de ataque a um aliado, como a Turquia, por exemplo. Aliás, o ministro alemão da Defesa, Peter Struck, insiste que não há necessidade de aprovação do Parlamento em Berlim para ações de soldados alemães em aviões de reconhecimento da OTAN, os AWACS, para proteger a Turquia. A oposição alemã exige uma votação em plenário.

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