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Mundo

Fischer não faz concessões

Em sua primeira visita aos EUA após a guerra do Iraque, ministro alemão oferece ajuda humanitária e econômica para a reconstrução do país, mas não faz concessões quanto ao envio de tropas.

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Joschka Fischer na Casa Branca

Os encontros do ministro alemão do Exterior, Joschka Fischer, com o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, e a conselheira de Segurança, Condoleezza Rice, não levaram a nenhuma aproximação na questão do envio de tropas ao país do Golfo. Mas, acentuou Fischer, permitiram a constatação de que, apesar das divergências acerca da guerra, Alemanha e EUA têm um interesse comum em impedir novos perigos pelo terrorismo no pós-guerra. O governo alemão está disposto a contribuir para a estabilização da região em crise por meio de meios pacíficos.

O papel da ONU no pós-guerra - Colin Powell não vê necessidade de uma nova resolução das Nações Unidas para que Alemanha, França e outros países ajudem militarmente a garantir a paz no país do Golfo Pérsico. "Os EUA partem do princípio de que a (resolução) 1483 dá autoridade suficiente às nações que procuram um mandato da ONU para participarem das atividades de estabilização e garantia da paz no Iraque", disse Powell. O secretário disse, entretanto, que se está discutindo no momento como tratar o desejo de vários países de fortalecer o papel das Nações Unidas no pós-guerra iraquiano.

A resolução 1483 atribuiu aos Estados Unidos e à Grã-Bretanha, como forças de ocupação, competências de deliberação no Iraque. Alemanha, França e outros países contrários à guerra exigem um claro mandato da ONU para uma eventual participação militar no processo de paz.

O ministro do Exterior da Alemanha enfatizou esta precondição. Sem um mandato, não há nem como se pensar no envio de soldados da Bundeswehr para o Iraque. Por outro lado, Fischer ofereceu ajuda humanitária e econômica da Alemanha para a reconstrução do Iraque.

Nenhum pedido concreto - Powell acrescentou que, de qualquer forma, Washington não solicitou ainda aos alemães nenhuma ajuda específica, seja militar ou de outro tipo. O envio de soldados alemães e franceses para reforçar a coalizão liderada pelos EUA e pela Grã-Bretanha entrou em discussão na semana passada, quando o secretário norte-americano de Defesa, Donald Rumsfeld, declarou no Senado que saudaria uma medida destas. Em seguida, vários parlamentares reivindicaram do governo Bush uma iniciativa neste sentido.

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