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Mundo

Fischer inicia nova missão de paz em Israel

O Ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Joschka Fischer, inicia em Israel, nesta terça-feira (28), uma nova missão para desemperrar o processo de paz no Oriente Médio.

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Joschka Fischer (d), com o premiê Ariel Sharon, em sua última visita a Israel.

"Temos que deter a espiral da violência", disse o político do Partido Verde, em Berlim, nesta segunda-feira, no momento em que tropas israelenses voltavam a ocupar várias cidades da Cisjordania, inclusive Belém, e interditavam o acesso à igreja da Natividade, menos de três semanas depois de sua grande ofensiva "Muro Defensivo", em que morreram centenas de palestinos. Fontes diplomáticas na Arábia Saudita informaram que o ministro alemão vai levar um plano de paz escalonado, que já teria sido combinado pelo quarteto engajado nos esforços para pacificação do Oriente Médio – os Estados Unidos, União Européia, ONU e Rússia.

Fischer vai voar de Roma para Tel Aviv, onde se encontrará com o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, o presidente Mosche Katzav, e os ministros da Defesa e do Exterior, respectivamente Benjamin Elieser e Shimon Peres. O ministro alemão receberá em Haifa, na quarta, o título de doutor honoris causa por sua ação pertinaz pelo processo de paz no Oriente Médio. Na sexta-feira, ele vai se encontrar com o presidente palestino Yasser Arafat e no sábado prosseguirá com a sua missão no Egito.

Plano escalonado - O plano que o chefe da diplomacia alemã vai apresentar às partes envolvidas no conflito, segundo fontes diplomáticas em Riad, compreende várias etapas, começando por um cessar-fogo, o fim das colônias de judeus nos territórios ocupados e a retirada de Israel das regiões que ocupou na Guerra dos Seis dias, em 1967.

A seguir, os palestinos devem criar o seu Estado independente, o que seria seguido, dois anos depois, pela demarcação das fronteiras com o Estado de Israel e a assinatura de um acordo de paz definitivo. Jerusalém, reivindicada por israelenses e palestinos, deve ser a capital dos dois países, segundo o plano de Fischer.

Depois de superadas as divergências de opinião entre Israel, de um lado, e a Síria e o Líbano de outro, seriam então normalizadas as relações entre o Estado judeu e o mundo árabe. Tal normalização é parte das propostas de paz aprovadas pelos árabes, no final de março, em Beirute.