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Alemanha

Fischer crê em acordo quanto ao Iraque

O ministro alemão das Relações Exteriores Joschka Fischer encerrou a visita de três dias aos EUA, visando uma distensão nas relações teuto-americanas, abaladas pela discordância na questão do Iraque.

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Fischer: poucos encontros e muito otimismo nos EUA

Na noite da sexta-feira, Fischer reuniu-se em Nova York com o secretário-geral das Nações Unidas. Ambos manifestaram a convicção de que é necessário evitar uma nova guerra contra o Iraque. Mas também na sede da ONU, o assunto dominante foi a situação das relações entre Berlim e Washington.

Fischer: "Todos me perguntam, como foram os contatos em Washington. Não há nenhuma razão para isto. Eu creio que, do ponto de vista de eliminar as irritações, esta foi uma visita muito importante e muito prometedora."

O ministro alemão acredita que, apesar de todas as ameaças verbais, aumentaram as perspectivas de os Estados Unidos abrirem mão de um ataque militar contra Saddam Hussein: "Parto do pressuposto de que as negociações durarão até à próxima semana, mas no final deverá chegar-se a uma resolução conjunta. O secretário-geral manifestou a sua esperança de uma aprovação unânime. Isto seria o sinal mais importante. O acordo está muito próximo, mas ainda há o que fazer para obtê-lo."

Alemanha na presidência

Entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, especialmente a França quer evitar uma resolução que permita uma ação militar americana imediata, no caso de o Iraque desrespeitar as regras ditadas pela ONU. Toda a questão tem um significado especial para Berlim, principalmente porque a Alemanha fará parte do Conselho de Segurança por dois anos, como membro temporário, a partir de janeiro de 2003. E em fevereiro, que é considerado o mês mais provável para um ataque contra o Iraque, a presidência do Conselho de Segurança será exercida pela Alemanha.

O que ocorreria então, no caso de uma ação militar americana? Para Joschka Fischer, esta é uma questão meramente especulativa: "Posso respondê-la imediatamente, dizendo que não dou respostas especulativas a perguntas especulativas."

A Alemanha pretende trabalhar de forma construtiva no Conselho de Segurança e não busca destacar-se com iniciativas próprias. O ministro alemão afirma não ter percebido qualquer tipo de reserva do Secretário de Estado americano Colin Powell contra a atuação da Alemanha no Conselho de Segurança, apesar da clara posição de Berlim – não haverá nenhuma participação alemã em ações militares contra o Iraque.

Agenda folgada

O governo alemão, da mesma maneira como Kofi Annan, é partidário de uma solução diplomática para a questão do Iraque. Fischer: "É do nosso interesse, e também do interesse do secretário-geral, que sejam postas em prática as resoluções concernentes ao assunto – de maneira ilimitada e imediata. Que Hans Blix e a sua equipe possam iniciar seu trabalho e que, com isto, possa ser evitado um ataque militar."

Mostrando ostensivamente o seu bom humor, o ministro alemão das Relações Exteriores declarou, em Nova York, que a sua visita de três dias aos Estados Unidos foi muito bem sucedida. E, por não conseguir agendar encontros com políticos americanos, Joschka Fischer pôde aproveitar o tempo para conceder inúmeras entrevistas à imprensa estadunidense, nas quais procurou esclarecer os motivos da recusa de Berlim em participar de uma eventual guerra contra o Iraque.