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Economia

Firmas de tecnologia devem atingir novo recorde de falências

2001 foi um ano negro para quem investiu na bolsa na Alemanha. E 2002 poderá ser pior, segundo uma associação que defende os interesses dos acionistas, pelo menos no setor das firmas de Internet e alta tecnologia.

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Corretores na Bolsa de Frankfurt

A Associação Alemã de Proteção aos Títulos de Valor (DSW) conta em 2002 com um novo recorde de falências das empresas com ações negociadas nas bolsas. "O pior ainda está por vir, pelo menos no Mercado Novo", disse Ulrich Hocker, seu diretor, nesta quinta-feira em Berlim. Ou seja: o catastrófico resultado das bolsas em 2001 será superado este ano.

Desvalorizações de até 96% - O DAX, índice das 30 principais ações na Bolsa de Frankfurt, terminou o ano passado com uma queda de 23%, o que representou uma destruição de capital sem precedentes.

Pior ainda foi o balanço do Mercado Novo, o segmento de firmas de alta tecnologia, que tivera um verdadeiro boom em 2000. De 278 empresas, cujas ações foram negociadas pelo menos durante dois anos nesse segmento, 90% tiveram suas ações desvalorizadas. Segundo calculou a DSW, de mil euros investidos no início de 2001 no Mercado Novo, sobraram 90 euros no fim do ano. Os acionistas em geral perderam entre 8,7% e 96,1% de seu capital em 2001.

Como se "queimou" capital - Muitas empresas emitiram previsões exageradas de crescimento, ou não conseguiram atingir suas metas. Outras, "esbanjaram o dinheiro dos acionistas", disse Ulrich Hocker, citando como exemplo a compra de participações por preços abusivos, a expansão sem sentido no país ou no exterior, bem como uma total sobrevalorização do mercado para os seus produtos. Só deveriam lançar ações na bolsa empresas bem sucedidas em seus negócios e que possuam suficiente capital líquido, completou.

A lista negra - O número de firmas que deverá falir este ano "situa-se na casa dos dois dígitos", disse Hocker, ao apresentar uma lista das 50 empresas alemãs que mais prejuízo causaram aos acionistas. "Pura destruição de valores", resumiu. Encabeçam a "lista negra" Kaufring e Brokat. Nos últimos três anos, quem investiu em ações das lojas Kaufring perdeu, em média, 56% por ano. No oitavo lugar das empresas da old economy (DAX), ficou a construtura Philipp Holzmann, com perdas de 47,5% por ano.

A Brokat lidera a lista do Mercado Novo, com uma desvalorização de 96,1%, seguida da empresa de mídia Kinowelt (- 94,1%) e da firma de software Micrologica (- 92,9%). As três empresas, que antes estavam entre as preferidas dos acionistas, faliram.

Bancos gananciosos - A Associação Alemã de Proteção aos Títulos de Valor também criticou os bancos por sua ganância. Os institutos bancários não deveriam pensar apenas em embolsar sua comissão na venda de novas emissões, mas aconselhar de forma responsável as empresas que pretendem lançar ações na bolsa.