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Mundo

Firmas alemãs ajudaram Saddam Hussein

Empresas alemãs teriam violado o embargo ao Iraque com fornecimentos para o programa de armas de Saddam Hussein. Quatro foram investigadas a partir de arquivos obtidos pela revista Stern em Bagdá.

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Saddan Hussein comprou armas apesar do embargo

A firma Bashair Trading Company, instalada no primeiro andar de um prédio decadente em Bagdá, era o ponto central das aquisições ilegais, em vários países, para o programa de armas iraquiano. Como o regime de Saddam Hussein, a firma desapareceu de repente, em 9 de abril deste ano, em reação aos bombardeios dos Estados Unidos. Na pressa, seus 23 funcionários deixaram centenas de documentos da firma situada a 500 metros do hotel Palestine, onde se hospedavam jornalistas de todo o mundo durante a guerra.

Na escada, a equipe da revista Stern deparou-se com o homem que protegia o local de possíveis saques. Eufórico, o guarda perguntou se eram americanos e, ante a negativa, contou que havia avisado a soldados americanos que ali se encontrava o escritório de uma firma de armas do serviço secreto iraquiano.

"Como os soldados nem informaram seus oficiais, vocês podem se abastecer", ofereceu o homem. A equipe da imprensa alemã carregou então umas malas repletas com os arquivos secretos da firma Bashair Trading Company, acordos, certificados de importação e transferências de pagamento.

Leopard

Arsenal internacional - A partir da Bashair Trading Company foi organizada a aquisição de mísseis e baterias de defesa antiaérea, peças sobressalentes para navios, aviões MiG-Jets, helicópteros, tubos para mísseis, aparelhos high-tech para instalações de espionagem e de radar, bombas de produtos químicos resistentes a ácidos e até uma fábrica completa de munição.

Segundo averiguações da revista, três firmas da Síria formavam a rota mais importante das aquisições internacionais. Os fornecedores eram empresas de vários países, como a Rússia, Belarus, Polônia, Coréia do Norte e também dos Estados Unidos.

As firmas alemãs - Todos os documentos relativos às firmas alemãs, a Stern entregou ao Departamento de Polícia Alfandegária, em Colônia. A partir daí começou uma grande onda de buscas policiais na questão do embargo internacional contra o Iraque. Em quatro empresas foram apreendidos computadores e arquivos. Da KSB AG, por exemplo, os compradores de armas de Saddam Hussein receberam bombas de produtos químicos, por intermédio de uma firma fantasma da Jordânia, solicitadas em dezembro de 2000.

A companhia de comércio Katex Textilien, do Estado do Hessen, forneceu 80 bombas resistentes a ácido, em abril de 2000, também através da mediadora jordaniana. Foram investigadas também as empresas MEA Machinery e a MEA International, no Estado da Renânia do Norte-Vestfália. Desta firma alemã, a Bashair Trading Company recebeu e pagou em Bagdá um fornecimento de lasers de precisão, adquiridos com base num contrato de setembro de 2000 entre a MEA e a firma de fachada turca Toros.

Dupla transgressão - O material fornecido por empresas alemãs se destinava ao programa de armas que os engenheiros de Saddam Hussein queriam construir eles próprios. Os dirigentes dessas empresas envolvidos com os fornecimentos ilegais ao Iraque estão ameaçados de julgamento e penas de prisão, por incorrerem em dois crimes: violação do embargo internacional imposto ao Iraque em represália à invasão do vizinho Kuwait e também da Constituição alemã. Esta veda fornecimentos de armas e material bélico a países envolvidos em conflitos.

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