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Esporte

Fim de uma era: Klopp deixa o Borussia Dortmund

Carismático e talentoso, treinador foi contratado ainda inexperiente para salvar o BVB da falência. Sete temporadas e três títulos depois, ele despede-se dos aurinegros como o maior vencedor da história do clube alemão.

Uma era chegou ao fim nesta quarta-feira (15/04) para o Borussia Dortmund. Após quase sete anos no comando do time,

Jürgen Klopp deixará o clube ao final da temporada atual

. O motivo, segundo o próprio treinador, é que ele não se considera mais ideal para o cargo.

Nesta temporada, o BVB chegou a figurar na lanterna da Bundesliga. Segundo a mídia esportiva alemã, o técnico de 47 anos está cotado para assumir o Manchester City, da Inglaterra, substituindo o chileno Manuel Pellegrini.

Klopp e o Dortmund são o que pode ser considerado um casamento perfeito, que durou sete temporadas e termina de comum acordo, com ambas as partes contentes ante um relacionamento que trouxe apenas benefícios. Talvez haja quem encare esse epílogo somente como uma breve separação.

Os fatos, no entanto, são os seguintes: Klopp foi contratado pelo Dortmund em 1º de julho de 2008, junto ao Mainz 05, onde também trabalhou por sete temporadas. Em Mainz, ele havia assumido o cargo logo após se aposentar como jogador do clube (começou como atacante, depois virou zagueiro). Klopp atuou no time de 1989 a 2001 – a maior parte do tempo, na segunda divisão e jamais na Bundesliga.

O Dortmund, portanto, foi apenas a sua segunda estação como treinador. Natural de Stuttgart, Klopp tinha mais três anos de contrato com os aurinegros e é o treinador que mais comandou a equipe na Bundesliga.

Muito além de um projeto, se o futebol também pode ser uma questão de identificação, estilo e simbolismo de bandeiras e uniformes, os torcedores do Dortmund sabem: Jürgen Klopp é – ou era – a cara de um clube, de um time e de uma torcida que comprara suas ideias com veemência. O resultado foi que, em fevereiro do ano passado, ele se tornou o técnico que mais venceu com o BVB no Campeonato Alemão, com 111 vitórias. Mais de um ano depois, Klopp acumula 129 vitórias, em 232 partidas.

Uma aposta que salvou o BVB

Antes do sucesso que ocorreu principalmente nos últimos cinco anos, porém, o jovem e entusiasmado treinador, então com 40 anos, fez parte de um plano que reergueu o BVB. Em 2005, três anos antes de contratar Klopp, o clube estava à beira da falência, prestes a abandonar as arquibancadas do então Westfalenstadion e nunca mais saldar a dívida que, na época, era de 120 milhões de euros.

No entanto, os dirigentes do Dortmund conseguiram convencer os credores de que era possível pagar o débito até o fim da temporada 2007. Como? Administrando com a política mais austera possível. De que forma? Investindo nos talentos de base e em jogadores baratos.

E por que Klopp entrou nessa história? Porque, à época, ele era um técnico emergente, em busca de espaço e oportunidade para trabalhar num clube de maior prestígio e tradição. Klopp faz parte do renascimento do Borussia Dortmund. E o Dortmund, do surgimento de Klopp.

Foi durante o seu comando que o estádio do BVB voltou a ostentar a impressionante média superior a 80 mil espectadores por jogo. E uma cidade inteira abraçou a causa – o BVB conta com mais de 120 mil sócios. Demorou três anos, mas a recompensa veio.

Carismático, talentoso e campeão

Carismático, engraçado e com sacadas inteligentes nas entrevistas, Klopp sempre declarou sua preferência pelo futebol vertical, pelas trocas rápidas de passes, a marcação sob pressão na saída de bola adversária e os contra-ataques fulminantes.

Foi assim que ele conquistou dois títulos da Bundesliga, em 2011 e 2012. Foi assim que levantou a Copa da Alemanha, em 2012. E também foi assim que chegou à

final da Liga dos Campeões

, em 2013, quando perdeu para o Bayern de Munique.

Foi isso que clube e torcida abraçaram e que fez com que Klopp seja, hoje, a cara do Dortmund. A ponto de nenhum outro clube ter uma identificação tão grande com o comandante como a torcida do BVB tem com Klopp.

É com essa imagem, com esse projeto que deu muito certo, que ele deixa o Borussia Dortmund e vira a página com a certeza de que fez um ótimo trabalho, de que valeu a pena e de que há novos desafios à la Dortmund a desbravar.

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