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Alemanha

Fim de carreira para o Haider alemão

O controvertido político Jürgen Möllemann tem o prazo de uma semana para deixar o Partido Liberal. Caso contrário, será expulso.

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Jürgen Möllemann: tiro saiu pela culatra

O Partido Liberal Democrático (FDP) deu a Jürgen W. Möllemann um ultimato: ele terá de deixar voluntariamente o partido dentro do prazo de uma semana. Caso contrário, será aberto um processo interno para a sua expulsão.

Desde que Möllemann iniciou ataques contra Israel e contra personalidades judaicas na Alemanha, ele vinha sendo comparado freqüentemente com o austríaco Jörg Haider, que lograra transformar o FPÖ num partido de extrema direita. O próprio presidente do FDP, Guido Westerwelle, acusa Möllemann de tentar transformar o Partido Liberal numa agremiação populista de direita. O escândalo gerado pelas posições anti-semitas do político liberal causou enormes danos à reputação do seu partido, custando-lhe um grande número de votos.

Mas o problema não parou aí. Uma comissão de sindicância interna do partido, presidida pelo ex-ministro da Economia, Günter Rexrodt, descobriu enormes irregularidades no financiamento das campanhas eleitorais do diretório estadual presidido por Möllemann. As fraudes não se restringiram às recentes eleições federais, mas remontam ao pleito passado para a Assembléia Legislativa da Renânia do Norte-Vestfália. Isto acarretou ao FDP uma vultosa multa, que abalou enormemente as finanças liberais.

Histórico do escândalo

Nos últimos dias da campanha para as eleições parlamentares de 22 de setembro, Jürgen Möllemann, então presidente do diretório estadual na Renânia do Norte-Vestfália e vice-presidente nacional do Partido Liberal Democrático (FDP), causou um escândalo, mandando distribuir flyers de propaganda eleitoral, cujo conteúdo era um ataque direto e frontal contra a política de Israel em relação aos palestinos, em tom anti-semita.

O tiro saiu pela culatra: a repercussão negativa da ação de Möllemann fez com que seu partido caísse rapidamente nas pesquisas de intenção de voto. Finalmente, foi impossível ao FDP alcançar a sua meta – a obtenção de 18% dos votos do eleitorado alemão. O partido acabou ficando com apenas 7,2% dos votos.

Financiamento ilegal

Após a eleição, a cúpula liberal exigiu que Möllemann renunciasse aos postos de vice-presidente nacional e de presidente do diretório estadual na Renânia do Norte-Vestfália. Até aí, a acusação era de anti-semitismo. Mas descobriu-se pouco depois que Möllemann abrira uma conta bancária ilegal para o financiamento da sua campanha eleitoral.

O flyer teria sido pago com fundos oriundos de tal conta, na qual teriam sido depositados cerca de 840 mil euros. Jürgen W. Möllemann recusou-se inicialmente a citar os nomes dos doadores. Sob enorme pressão, o político renano terminou por alegar que o dinheiro era proveniente do seu próprio bolso.

Como doações anônimas só são permitidas pela legislação alemã até um volume máximo de mil euros por pessoa, o valor total foi dividido em pequenas parcelas, depositadas então sob nomes fictícios na conta aberta por Möllemann. Esta é, pelo menos, a explicação apresentada até agora pelos advogados do político. Na opinião pública alemã, a alegação foi recebida até agora com incredulidade e desconfiança.

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