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Cultura

Filarmônica de Berlim posterga escolha de sucessor de Rattle

Reunidos por quase 12 horas, músicos não conseguem chegar a um acordo sobre o novo regente da orquestra e escolha é adiada para daqui a um ano.

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Simon Rattle tem contrato até 2018 com a orquestra da capital alemã

Os 124 músicos da Filarmônica de Berlim não conseguiram chegar a um acordo sobre o melhor candidato à sucessão do maestro Simon Rattle à frente da orquestra. Com isso, a decisão foi adiada em um ano, anunciou o presidente da Filarmônica, Peter Riegelbauer, nesta segunda-feira (11/05).

O anúncio de que não havia consenso foi feito por volta das 21h30 (horário de Berlim), depois de quase 12 horas de debates a portas fechadas. Inicialmente estava previsto que o nome do sucessor de Rattle, que tem contrato até 2018, seria anunciado por volta das 14h.

Riegelbauer adiantou que os músicos voltarão a se reunir daqui a um ano para uma nova votação e que, até lá, eles poderão continuar o debate interno sobre o melhor nome para suceder Rattle.

A reunião para decidir o novo regente começou às 10h e aconteceu na Igreja de Jesus Cristo, no bairro berlinense de Dahlem, local também usado como estúdio de gravação devido à sua boa acústica. Os músicos tiveram de entregar os celulares antes de entrar no local.

O processo de eleição direta dá total liberdade a todos os 124 músicos, assegurou Riegelbauer. Segundo ele, foram realizadas várias votações, mas em nenhuma chegou-se a um resultado concreto. As regras da orquestra definem que haja uma clara maioria a favor de um regente.

O processo, semelhante à eleição de um novo papa por causa do clima de segredo que o envolve, foi acompanhado com interesse por fãs de música em todo o mundo. A Filarmônica de Berlim é a única das grandes orquestras que escolhe seu dirigente por meio de votação entre os músicos.

Entre os nomes mais cotados para suceder Rattle estão o letão Andris Nelsons, atual diretor da Orquestra Sinfônica de Boston, o venezuelano Gustavo Dudamel, que dirige a Filarmônica de Los Angeles, e o alemão Christian Thielemann, diretor da Staatskapelle de Dresden.

AS/efe/dpa

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