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Cultura

Filarmônica de Berlim diante de nova era

Com a estréia de Simon Rattle como maestro titular, começa para a Orquestra Filarmônica de Berlim a maior revolução em seus 120 anos de existência.

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Sir Simon Rattle

Há meses os músicos vêm se preparando para se tornar uma "orquestra do século 21". E há dias a capital alemã dá as boas-vindas ao novo maestro titular da Orquestra Filarmônica de Berlim: outdoors com a fotografia do sorridente britânico de 47 anos estão espalhados por todos os cantos da cidade.

O programa do concerto com que Simon Rattle estréia em sua nova função, neste sábado (07), não deixa a menor dúvida de que a corporação musical fundada em 1882 está diante de uma nova era. Os visitantes vão ouvir a Quinta Sinfonia de Gustav Mahler e ficar conhecendo Asyla, uma obra do jovem compositor britânico Thomas Ade.

Nos 44 concertos que compõem a primeira temporada de Rattle em Berlim, não há quase nada dos clássicos como Mozart e Beethoven. Em compensação, muitas composições contemporâneas e obras de compositores franceses.

Compromisso com o futuro

O simpático britânico, que mais parece um astro da música pop do que um severo maestro, com seus cabelos compridos e ondulados, foi eleito pelos músicos da Filarmônica de Berlim, entre inúmeros candidatos ilustres, já em 1999. Com a escolha de Rattle, a orquestra decidiu-se "definitivamente pelo futuro e contra uma renascença do passado ou uma continuação do presente", afirma o crítico Nicholas Kenyon, autor de uma biografia do maestro.

Versatilidade e curiosidade pelo novo são a marca de Rattle, cujo repertório musical vai do barroco ao jazz. Ele é capaz de "encontrar o estilo adequado para cada compositor", afirma um colega de profissão, Bernard Haitink.

Com uma mescla de clássico e moderno, o maestro britânico conseguiu incluir a Orquestra Sinfônica da Cidade de Birmingham entre as grandes do mundo, durante os 18 anos em que foi seu maestro titular.

Conquista de um público novo

Sua intenção é atrair "gente que tenha os ouvidos abertos", diz Rattle a respeito de sua atividade em Berlim. Uma de suas metas é levar um maior número de crianças e adolescentes para as salas de concerto. Com essa finalidade, criou-se um programa educacional que prevê cursos em escolas e oficinas para professores.

Antes de assumir o cargo, Rattle havia imposto a condição de que a Filarmônica de Berlim fosse transformada numa fundação, a fim de ter maior estabilidade financeira, o que ocorreu em janeiro deste ano. Agora ele está à procura de uma casa para si e a família. Quer mergulhar na vida da cidade em que vai ficar pelo menos até 2012: o contrato foi assinado inicialmente pelo prazo de dez anos.

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