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Futebol

Figo e Van Praag desistem de concorrer à presidência da Fifa

Príncipe Ali bin al-Hussein da Jordânia é o único concorrente que resta a Blatter na disputa pelo comando da organização que administra o futebol mundial. Português denuncia práticas "vergonhosas" no processo eleitoral.

Dois candidatos à presidência da Fifa, o órgão máximo do futebol mundial, retiraram-se da disputa nesta quinta-feira (21/05), deixando o príncipe Ali bin al-Hussein da Jordânia como o único concorrente do atual presidente, Joseph Blatter, que ocupa o cargo desde 1998.

Luis Figo, ex-capitão da seleção de Portugal, retirou sua candidatura fazendo denúncias contra o processo eleitoral, afirmando se tratar de um plebiscito de entrega do poder absoluto a um só homem. "É algo que me recuso a caucionar."

"Não receio eleições, antes não pactuo nem cauciono um processo que se concluirá dia 29 de maio e do qual o futebol não sairá a ganhar", afirmou, em seu perfil na rede social Facebook.

"Vi eu presidentes de federação que num dia comparavam os líderes da Fifa ao diabo e no outro subiam ao palco a comparar as mesmas pessoas a Jesus Cristo. Ninguém me contou. Fui eu que presenciei", disse o ídolo do futebol português.

"Os candidatos foram impedidos de se dirigir às federações em congressos, enquanto um dos candidatos discursava sempre sozinho do alto de uma tribuna. Não houve um único debate público sobre os programas de cada um", relatou Figo.

"Haverá alguém que ache normal uma eleição para uma das mais relevantes organizações do planeta decorrer sem um debate público?", questionou, acrescentando que deveria ser obrigatório aos candidatos apresentarem suas propostas para que os presidentes das federações possam saber em quem estão votando.

"A Fifa precisa de uma mudança e eu entendo que essa mudança é urgente. Mas nestes meses não assisti apenas a esta vontade, assisti a episódios consecutivos, em diversos pontos do planeta, que devem envergonhar quem deseja um futebol livre, limpo e democrático", afirmou.

Uefa não apoia Blatter

O holandês Michael Van Praag, presidente da Federação Holandesa de Futebol, também anunciou que não irá mais disputar as eleições e já declarou seu apoio ao candidato jordaniano.

Ao lançar sua candidatura em janeiro, Van Praag havia dito que a Fifa havia perdido a sua credibilidade em razão de conflitos de interesses e denúncias de nepotismo e de corrupção dentro da entidade. Um dos temas mais polêmicos envolvendo o órgão máximo do futebol mundial foi a escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022.

Analistas afirmam que o príncipe Ali teria as melhores chances de derrotar Blatter, em razão de possuir maior orçamento de campanha e de ter melhores contatos dentro da Fifa, uma vez que integra o comitê executivo da entidade desde 2011.

A

Uefa

, a entidade máxima do futebol europeu que detém 53 dos 209 votos nas eleições da Fifa, declarou que não irá apoiar o atual presidente. Espera-se, porém, que Blatter, de 79 anos, receba o apoio de todas as outras confederações, garantindo assim seu quinto mandato consecutivo à frente da organização. A eleição será em 29 de maio, em Zurique.

RC/afp/rtr

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