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Futebol

Fifa ignora escândalo e mantém congresso

Principal ponto da agenda é a eleição do presidente da entidade máxima do futebol. Outro item que promete polêmica é o pedido dos palestinos para suspender Israel.

Shows com dançarinos e muitas bandeiras e música estão programados para as celebrações de abertura do Congresso da Fifa em Zurique, nesta quinta-feira (28/05). Mas nem tudo é festa na sede da entidade máxima do futebol.

A organização responsável pelo futebol europeu, a Uefa, chegou a defender que o congresso fosse adiado. Nesta quinta-feira, o presidente da Uefa, Michel Platini, disse que pediu pessoalmente ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, para que renuncie. A resposta foi não.

Platini descartou um bloqueio do Congresso pela Uefa, como chegou a ser anunciado, mas garantiu que a maioria das federações da Uefa votará no adversário de Blatter, o príncipe Ali bin al-Hussein, na eleição para presidente. Blatter é o favorito para conquistar o quinto mandato.

Na abertura do congresso, Blatter se referiu ao escândalo de corrupção, mas manteve uma postura desafiante. "Os próximos meses não serão fáceis para a Fifa. Tenho certeza de que haverá mais más notícias, mas é necessário começar a recuperar a confiança na organização."

O comando da Fifa mantém a programação prevista como se nada estivesse acontecendo. O chefe do departamento de comunicação da organização, Walter De Gregorio, deixou claro que o congresso será realizado normalmente, apesar das detenções de sete cartolas, incluindo dois vice-presidentes da Fifa. "Uma coisa não tem nada a ver com a outra", avaliou.

Após as festividades desta quinta-feira, o congresso começa para valer na manhã desta sexta-feira, sendo o item mais importante da agenda a eleição do presidente da entidade máxima do futebol. Mas esse é um dos últimos pontos a serem debatidos.

O ponto 15 da ordem do dia – um barril de pólvora político – é o pedido de suspensão de Israel, feito pela Palestina. A Federação de Futebol da Palestina diz que Israel deve garantir que os jogadores palestinos possam circular livremente para treinar e jogar. Os palestinos também reclamam de racismo contra árabes nos clubes israelenses e afirmam que equipes dos territórios ocupados jogam na liga israelense, o que seria irregular.

Os 209 membros da Fifa também devem discutir questões tão diversas como o museu do futebol da Fifa, a iniciativa de paz da organização e suas campanhas de combate ao racismo e à discriminação.

Parece pouco provável que muito tempo seja dedicado às acusações de corrupção feitas contra a Fifa – e a medidas para combatê-las. "Obviamente que isso depende das normas da Fifa", diz o advogado alemão Elmar Lumer, especialista em leis de associações. "Geralmente, os temas podem ser trazidos para uma agenda na última hora, caso eles sejam importantes o suficiente. Mas é improvável que seja possível votar sobre as questões levantadas", avalia.

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