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Cultura

Festival Händel abre com colagem moderna

Com a estréia do projeto Die Plagen (As Pragas), uma colagem de trechos de diferentes óperas de Händel, começa nesta sexta-feira (21), o Festival Händel de Karlsruhe.

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Georg-Friedrich Händel

O programa da 25ª edição deste festival inclui várias óperas e quatro concertos de Georg Friedrich Händel (1685-1759), compositor barroco alemão que passou a maior parte de sua carreira em Londres. Além de suas inúmeras óperas, que fizeram sucesso na época mas hoje são pouco executadas, Händel escreveu concertos instrumentais, corais e oratórios, dos quais o mais conhecido é O Messias, com o conhecidíssimo coro do Aleluia.

O oratório cênico "As Pragas" é, na opinião do seu diretor Sven Severin, uma tentativa de trazer à tona novas aspectos da obra de Händel e sua mensagem de crítica social e religiosa. A obra é uma colagem, um pastiche de trechos, citações e personagens de peças do próprio Händel, concebida como uma viagem de sonhos no submundo barroco.

A técnica de citações era amplamente utilizada por Händel, que costumava compor várias versões da mesma peça ou incluir trechos de obras antigas nas novas composições. Isto não significa, entretanto, que Händel fosse preguiçoso ou oportunista. Pelo contrário: era um compositor prático, que sabia responder exatamente às expectativas do público, sem perder sua originalidade.

Ópera e novela - Händel viveu no século 18, numa época de florescimento cultural, mas ao mesmo tempo de estagnação e reacionarismo. Os aristocratas queriam manter-se no poder e não estavam interessados em críticas ou novidades. Qualquer música ou pensamento que fosse diferente, causava medo.

As artes cênicas, como o teatro e a ópera, repetiam alegorias e símbolos, sobretudo da Antigüidade. As tramas e os símbolos podiam ser trocados sem problemas, como hoje nos seriados e novelas da televisão. Quem quisesse fazer negócio, tinha de recorrer à repetição e aos temas batidos - exatamente como hoje.

Ottone - Outra atração do Festival Händel, é uma nova produção de sua ópera Ottone, Rei dos Germanos, de 1725, uma obra típica de sua época em Londres. Esta produção, assim como remontagem da ópera Benerice, Rainha do Egito será acompanhada pelos Solistas Alemães de Händel, uma orquestra especializada em música barroca, que toca com instrumentos antigos.

Esta orquestra atuará também em dois outros concertos do festival, que irá até o dia 4 de março e que inclui ainda um simpósio científico promovido pela Academia Internacional Händel de Karlsruhe.

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