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Cultura

Festival de Leipzig reúne documentário e animação

Cinéfilos e profissionais de todo o mundo estão reunidos na cidade, em mostra que exibe 400 filmes de 50 países.

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'Nada como a primeira vez!': produção sueca na seção Animadok

As origens do DOK Leipzig estão ainda na antiga Alemanha Oriental. O tradicional festival começou no país, sob o regime comunista, em 1955. Hoje, o diretor da mostra que está em sua 49ª edição, Claas Danielsen, vê uma "dramática tendência" à banalização da estética documental, com uma leva de diretores próximos da linguagem televisiva e em busca do sucesso rápido de público.

O balanço feito por Danielsen após a avaliação de mais de 2.400 filmes da pré-seleção do festival deste ano é de que há uma "uniformidade de conteúdos". O que dificulta a escolha, uma vez que a tarefa de um festival como o de Leipzig não é definitivamente trazer o mainstream às telas. Mas, ao contrário, descobrir filmes que "forçam o racioncínio, abrem os olhos, ampliam os horizontes e aguçam a percepção da realidade", afirma Danielsen.

Fraca presença latino-americana

DOK Leipzig Plakatmotiv

Cartaz do 49° Festival Internacional de Documentário e Animação de Leipzig

Hoje, o DOK Leipzig ocupa o segundo lugar no ranking dos festivais internacionais de documentário, estando em importância abaixo apenas do festival de Amsterdã, que também acontece em novembro. A presença latino-americana, porém, não é das mais fortes.

"Realmente, nos últimos anos houve uma redução constante da participaçãode filmes do continente. Não se trata de falta de interesse do nosso lado, pois sabe-se muito bem que, nos tempos da Alemanha Oriental, existiam muitos contatos pessoais entre o festival de Leipzig e cineastas latino-americanos", ressalta Patricia Steer, da equipe de organização da mostra.

Filmes árabes e dos países bálticos

DOK Leipzig Wettbewerbsbeitrag Dokumentarfilm

Cena de 'Suki', de Miriam Glaser

Este ano, entre os 40 documentários das seções competitivas, não há nenhum brasileiro. Na competição de filmes de animação, concorre o brasileiro Tyger, de Guilherme Marcondes. O Gabinete do Doutor K., de Rodrigo Borges, está dentro de uma mostra paralela de animação.

Um dos ciclos especiais deste ano é dedicado ao documentário árabe. Entre as retropectivas, a seção Rastros da Poesia resgata a história do documentário nos países bálticos (Lituânia, Estônia e Letônia) e outra apresenta uma seleção de quase um século de "vanguarda clássica e filmes experimentais" na Alemanha.

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