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Cultura

Festivais de música eletrônica contra ressurgimento do rock

Nem tudo é só Copa. Neste verão europeu, o continente será inundado de norte a sul pelo vinil e pelos samples. Reação ao 'revival' do rock e do punk, que contaminou até o Eurovisão?

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Saudação ao Sol durante a Love Parade

Se há alguns anos alguém afirmasse que uma banda de monstros heavy metal – além do mais finlandesa! – sairia um dia vencedora de um festival tão conservador quanto o Eurovisão, ninguém acreditaria.

Lordi

Lordi horror vitorioso no Eurovisão

Pois o impensável aconteceu: os integrantes do Lordi aparecem todos mascarados, armados de guitarras e outras equipagens heavy, emitindo sons até então considerados ultrapassados, nada cool nesse início do século 21. No dia 20 de maio, ganharam o Grand Prix da Canção Européia 2006, com um título programático: Hard Rock Hallelujah.

Aonde vamos parar desse jeito, diriam os DJs indignados? Está na hora de a cena européia da música eletrônica se manifestar, e para tal não faltará oportunidade nos próximos meses. Com a palavra, os sons tranqüilizantes e urbanos, o vinil e o sample, verdadeiros bálsamos contra guitarras distorcidas e microfonia.

Disco is not dead

Besucher einer Discothek

Quem disse que o vinil morreu?

O líder indiscutível do verão é o festival Sonar em Barcelona, Espanha, que vai de 15 a 17 de junho. Com a ajuda do tempo quente, locação à beira-mar e o bochicho da cidade, os organizadores conseguem programar de forma consistente os grandes nomes entre os DJs, ao lado de calouros mais promissores.

A palheta desses três dias embarca música eletrônica, hip-hop e tecno, com destaque especial para o Goldfrapp, baseado em Londres, e o legendário producer DJ Shadow.

"Este ano há dois focos principais", expõe Enric Palau, um dos três co-fundadores do evento, iniciado em 1994. "Um é The Year of Japan, com 20 artistas japoneses, incluindo gente do hip-hop, breakbeat e breakboxing."

"O segundo é Black Music. Não teríamos a música eletrônica sem a disco music ou os primeiros samples de rap. E o reggae tem sido importante para o tecno minimalista de hoje em dia", explica o produtor.

A edição do ano passado teve entre 80 e 90 mil espectadores, e se espera o mesmo número este ano. "Barcelona é o cenário perfeito para o festival", comenta Palau. "Nosso trabalho ajudou a posicionar a cidade no mapa dos eventos culturais e musicais."

Sol e noites sonoras

Em outro local da Espanha, o Festival Internacional de Benicàssim reúne de 20 a 23 de junho tanto artistas da guitarra quanto eletrônicos, atraindo grandes multidões para quatro dias de dança, sob o por vezes inclemente sol ibérico.

Ein DJ an einem Doppelplattenspieler

Hora máxima para os DJs

Na França, o Nuits Sonores de Lyon, embora ainda apenas em sua quarta edição, já vem angariando votos como rival gaulês do Sonar. Ao contrário deste, concentrado num único local, o Nuits Sonores se infiltra por toda a cidade – declarada pela Unesco patrimônio cultural da humanidade – em 50 diferentes locações.

Vincent Carry, de 35 anos, é um dos três fundadores. Ele define o evento: "É um panorama da música eletrônica, onde todos os estilos estão representados. Vai do tecno house ao breakbeat e ao electroclash. Muita gente o compara com o Sonar. Artisticamente, temos muito a ver com eles."

Um armazém na confluência dos rios Rhône e Saône serve como ponto de encontro. Este ano ele transcorreu de 24 a 28 de maio, reunindo cerca de 50 mil "beatômanos".

Continue lendo na próxima página sobre as ofertas da música eletrônica pop na Europa

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