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Mundo

Ferguson amplia número de representantes negros no Conselho Municipal

Após votação na cidade onde as tensões raciais aumentaram após o assassinato do jovem Michael Brown por um policial branco, triplica o número de cidadãos afro-americanos no Conselho Municipal.

Dois candidatos negros foram eleitos nesta terça-feira (07/04) para o Conselho Municipal da cidade de Ferguson, no estado americano do Missouri, triplicando assim representação de afro-americanos no subúrbio de St. Louis, onde as tensões raciais aumentaram no ano passado, após

o assassinato do jovem negro Michael Brown

por um policial branco.

Com o resultado das eleições, metade dos seis membros do conselho são cidadãos negros, em uma cidade onde dois terços dos 21 mil habitantes são afrodescendentes. O prefeito da cidade, que tem o poder de decidir as votações do conselho em caso de empate, é um homem branco.

O comparecimento às urnas foi significativamente maior do que na eleição anterior, após campanhas realizadas por sindicatos e outras organizações civis, convocando a população a votar.

"A comunidade compareceu em número recorde para assegurar que suas vozes sejam ouvidas", afirmou Wesley Bell, que derrotou outro candidato negro e se elegeu pelo 3º distrito. Ele considera o resultado da votação como parte do processo de cicatrização.

Ella Jones, candidata negra eleita pelo 1º distrito, derrotou outro candidato afro-americano e dois brancos.

Caso Michael Brown

Essa foi a primeira votação em Ferguson desde que o policial branco Darren Wilson matou a tiros, no dia 9 de agosto do ano passado, o jovem negro Michael Brown, de 18 anos, que estava desarmado. A morte de Brown desencadeou violentos protestos em várias cidades americanas e resultou na criação do movimento Black Lives Matter (Vidas negras têm valor, em tradução livre) que pressiona por mudanças no tratamento dado pela polícia às minorias nos Estados Unidos.

O júri do condado de St. Louis decidiu

não indiciar Wilson pela morte de Brown

. O Departamento de Justiça americano reviu o caso e também optou pelo

não indiciamento do policial

, que se demitiu em novembro.

O órgão, porém, divulgou um relatório condenando a cidade por injustiça racial e por discriminação dentro do Departamento de Polícia, além de acusar o sistema jurídico municipal de ser orientado pelo lucro.

As denúncias fizeram com que muitas autoridades locais renunciassem, incluindo o chefe de polícia, o administrador da cidade e o juiz municipal. Um funcionário do Tribunal Municipal foi demitido após a divulgação

de e-mails de sua autoria com conteúdo racista

.

Caberá ao novo Conselho Municipal aprovar a admissão dos substitutos para essas funções.

RC/rtr/ap

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