FBI pressiona governo a desmentir Trump | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 06.03.2017
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

FBI pressiona governo a desmentir Trump

Agência põe Departamento de Justiça, do qual depende, em rota de colisão com o presidente, que acusa, sem provas, gestão Obama de ter grampeado seu telefone. Denúncia causa mal-estar institucional em Washington.

USA Präsident Donald Trump Telefonat mit Australiens Premierminister Malcolm Turnbull (picture-alliance/dpa/Pete Marovich/CNP/AdMedia)

Em declaração no Twitter, Trump chegou a comparar o episódio com o escândalo de Watergate nos anos 1960

Após o presidente Donald Trump pedir ao Congresso americano uma investigação sobre supostas escutas telefônicas em suas conversas durante a campanha eleitoral, o FBI pediu neste domingo (05/03) ao Departamento de Justiça, ministério do qual depende, que rejeite a denúncia.

No fim de semana, Trump acusou seu antecessor, Barack Obama, de ter ordenado a interceptação de suas conversas telefônicas na Trump Tower, em Nova York, antes das eleições de novembro. O ex-presidente negou a acusação.

Ao pedir que o Departamento de Justiça rejeite a acusação de Trump, o diretor do FBI, James Comey, questionou a veracidade das declarações do presidente, que não apresentou provas sobre as supostas interceptações telefônicas.

A solicitação de Comey está sendo encarada pela imprensa americana como rara: ela coloca a maior autoridade de Justiça do governo na posição de questionar a honestidade de uma declaração do presidente.

Segundo o jornal New York Times, citando autoridades do governo, Comey alegou que "não há provas para sustentar [a denúncia] e insinuar que o FBI desobedeceu a lei". O FBI mantém silêncio sobre o assunto.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, citou apenas a existência de relatórios sobre "investigações de motivação política" ao comentar o pedido do presidente para que o Congresso abrisse uma investigação sobre o caso. Sarah Sanders, porta-voz de Trump, afirmou que, se confirmada a denúncia, este seria o "maior caso de abuso de poder já ocorrido por parte do Executivo".    

Em declaração no Twitter, Trump chegou a comparar o episódio com o escândalo de Watergate nos anos 1960, quando o ex-presidente Richard Nixon ordenou a interceptação de conversas telefônicas de adversários políticos.                                               

O diretor de inteligência do governo Obama, James Clapper, também refutou a denúncia de Trump, ao afirmar que "não houve atividade de interceptação telefônica contra o presidente enquanto candidato ou contra a sua campanha".

Até o momento, o Departamento de Justiça não fez nenhuma declaração sobre o assunto.

As acusações geraram um novo imbróglio no agitado primeiro mês e meio do governo Trump. Dias antes, o procurador-geral, Jeff Sessions, que chefia o Departamento de Justiça, se afastou do caso sobre ingerência russa nas eleições depois que foi confirmado que ele tinha se reunido no ano passado com o embaixador russo em Washington, Serguei Kislyak

RC/afp/efe

Leia mais