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Especial

Fatih Akin: cinema entre culturas

Diretor turco-alemão disseca com lentes precisas os paradoxos do universo de filhos de imigrantes no país.

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Fatih Akin: pelo cinema multicultural

Até há pouco tempo, dizia-se que Fatih Akin era “a grande promessa do cinema alemão”. Hoje, o diretor nascido em Hamburgo, filho de pais turcos, já é considerado um dos grandes nomes da cinematografia do país.

Fatih Akin começou sua carreira querendo ser ator, mas era constantemente vetado por produtores, que só o empregavam em papéis estereotipados de criminosos turcos. Frustrado com a situação, o jovem estudante da Escola Superior de Belas-Artes de Hamburgo resolveu escrever suas próprias histórias. Foi aí que surgiu a idéia do roteiro de seu primeiro longa – Rápido e Indolor ( Kurz und Schmerzlos) – inspirado no relato de um de seus grandes ídolos: o cineasta Martin Scorsese.

Habilidade dramatúrgica e senso rítmico

Fatih Akins neuer Film beim Filmfestival Cannes

O diretor durante filmagens de seu último filme...

Rápido e Indolor retrata a amizade entre um turco, um sérvio e um grego. Mesmo que a nacionalidade dos personagens não seja o tema central do filme, ela serve de ferramenta para caracterizar os três amigos, que tentam, com maior ou menor sucesso, deixar o mundo do crime em que estão metidos. Já em seu primeiro filme Akin demostrava sua habilidade dramatúrgica e seu apurado senso rítmico.

O segundo longa teria mais tarde Altona, o bairro multicultural de Hamburgo onde Akin cresceu, como cenário. “Cor local e autenticidade podem tornar um filme intenso. Muitos cineastas não se atrevem a assumir publicamente sua própria identidade”, diz o diretor, conhecido como representante da geração de “turcos-alemães”.

Sucesso de crítica e público

17. Europäischer Filmpreis, Fatih Akin gwinnt mit Gegen die Wand

... e ao receber prêmio na Espanha

Foi graças a Rápido e Indolor que Akin se tornou conhecido em toda a Alemanha. Mesmo já tendo dirigido anteriormente dois curtas – Sensin – É Você! ( Sensin – Du bist es!), em 1995, e Getürkt, em 1996, cujo título brinca com o termo que, em alemão, pode significar simplesmente “à moda turca, do jeito turco” (como na tradução escolhida para o filme em português), como também “enganoso, fingido, falso, propositalmente mentiroso”.

No entanto, foi com a produção independente Rápido e Indolor que Akin foi aclamado pela primeira vez por crítica e público, ganhando vários prêmios, entre eles o conhecido Adolf Grimme, em 2000, e o Bayerischer Filmpreis, como melhor diretor. Além de ter sido nomeado para o Filme do Cinema Alemão (Deutscher Filmpreis).

Do independente aos altos orçamentos

O sucesso com Rápido e Indolor fez com que Fatih Akin pudesse viabilizar seu segundo filme: Em Julho ( Im Juli), finalizado em 2000, com a participação dos jovens astros do cinema alemão Moritz Bleibtreu e Christiane Paul.

O roadmovie narra a história de um estudante desavisado que viaja a Istambul atrás de seu grande amor. O protagonista se vê envolvido numa série de aventuras e sua viagem à Turquia acaba se transformando no início de uma nova vida e de novas perspectivas amorosas.

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