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América Latina

Farc libertam últimos reféns militares e policiais

Grupo foi libertado numa operação que teve a colaboração de militares brasileiros. Governo da Colômbia considera o gesto insuficiente e lembra que ainda há centenas de reféns civis.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertaram nesta segunda-feira (2/4) os últimos dez militares e policiais que mantinham reféns. O gesto foi considerado insuficiente pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, lembrando que centenas de civis continuam cativos.

O resgate foi conduzido por uma missão humanitária da Cruz Vermelha, com auxílio do Brasil, que cedeu dois helicópteros militares e uma missão de apoio composta por 22 especialistas.

O grupo de reféns, quatro militares e seis policiais, foi liberado na zona rural entre os departamentos de Meta e Guaviare, na Colômbia. Eles foram levados de helicóptero à cidade de Villavivencio e, depois, seguiram de avião até a capital colombiana, Bogotá, para o reencontro com as famílias. Trata-se do mais antigo grupo de reféns das Farc, em cativeiro havia mais de uma década.

Apesar de terem anunciado a libertação dos reféns em dois grupos, na segunda e na quarta-feira, os rebeldes das FARC acabaram por libertá-los todos de uma só vez.

Geiselbefreiung FARC-Guerrilla Kolumbien

Helicópteros militares brasileiros foram usados na operação

Reféns civis

O presidente colombiano aplaudiu o "compromisso das FARC de não voltarem a sequestrar", referindo-se ao anúncio da guerrilha de 26 de fevereiro, mas recordou que centenas de civis continuam cativos. "É um gesto que valorizamos em toda a sua dimensão, é um passo importante, é um passo na direção certa, mas não é suficiente", afirmou Juan Manuel Santos numa mensagem televisiva à nação.

"Por isso não basta, há que libertar os sequestrados civis e há que dar conta às suas famílias de cada um deles", acrescentou. De acordo com os dados da organização não governamental Fundação País Livre, há mais de 400 civis privados de liberdade por grupos armados ilegais na Colômbia.

Em nota, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) agradeceu o apoio do Brasil. “O CICV agradece ao governo do Brasil o fornecimento da tripulação e das aeronaves que asseguraram o êxito desta operação, bem como a cooperação das partes que permitiram a liberação dessas pessoas: o governo da Colômbia e as Farc-EP. Do mesmo modo, agradece as gestões de Colombianas e Colombianos pela Paz e o apoio da Cruz Vermelha Colombiana prestado no aeroporto de Villavicencio”, diz a nota.

AS/lusa/abr/afp
Revisão: Rodrigo Rimon

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