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Alemanha

Família em primeiro lugar

Pesquisa mostra que alemães são muito ligados à família. Número de filhos diminui, mas aumenta a intimidade entre pais e filhos. Despesas e falta de assistência estatal dificultam a vida de jovens casais.

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Crianças a caminho da creche

Tempos modernos, valores antigos. Segundo a última pesquisa sobre as famílias na Alemanha, constatou-se que a família continua sendo o mais importante na vida da maioria dos alemães. O resultado da análise feita pelo Instituto Allensbach em parceria com a revista Eltern (Pais), divulgado nesta terça-feira (29), mostra que ser casado e ter filhos não é nada careta, pelo contrário, essa é uma tendência que parece jamais cair de moda.

Segundo a Análise de Famílias 2002, que levou em conta a situação familiar de 3060 alemães, 84% dos entrevistados são casados, sendo que apenas 9% criam seus filhos sozinhos e 7% moram com seus parceiros. De forma geral, apesar de as famílias se tornarem cada vez menores, pais e filhos estão mais unidos. Além disso, tios e avós passaram a desempenhar um papel importante na criação e educação de seus sobrinhos e netos.

Brincando, os pais "dobram" a criançada e, por isso, 63% deles afirmam raramente ter problemas com seus filhos. A respeito da pergunta sobre o significado de se ter filhos, os "corujas" respondem: ser pai é ser responsável (95%), ter muita alegria (87%) e amar e ser amado (84%).

"Para segurar a barra" – Apesar de os pais estarem satisfeitos com sua vida familiar, eles confessam que criar filhos hoje em dia não é fácil. Na Alemanha, as despesas mensais de uma família giram em torno de 2 mil euros, sendo que muitas vezes os avós acabam arcando com parte das contas. Além disso, os pais reclamam da insuficiente oferta de creches municipais. Dos entrevistados, 70% acreditam que o Estado não oferece a assistência necessária às famílias mais jovens e 30% desejariam receber uma quantia maior de salário-família.

Mesmo ajudando na criação de seus netos, os idosos não recebem o mesmo tratamento de seus filhos. De acordo com dados da pesquisa, a maior parte dos idosos não permanecem na casa de seus filhos e, cada vez mais, são enviados a lar de velhos. Segundo Marina Rupp, especialista em assuntos relacionados à família, o problema está relacionado ao mercado de trabalho atual. "Se as pessoas de 50 a 60 anos abandonam o trabalho para cuidar dos pais, elas acabam não conseguindo mais emprego", afirma.