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Mundo

Família é eleita cabo eleitoral na Alemanha

A cinco meses da eleição do novo Parlamento e do governo da Alemanha, o chanceler federal, Gerhard Schröder, elegeu a política de família como cabo eleitoral da campanha para a sua reeleição em 21 de setembro.

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Olhos de Schröder, num cartaz, observam pai empurrando o carrinho do bebê

Schröder anunciou uma oferta de quatro bilhões de euros aos estados para ampliar, nos próximos quatro anos, a rede de creches, jardins de infância e uma reforma que possibilite às crianças ficarem o dia todo na escola. A meta é dar às mães a chance de conciliar família e profissão, o que é muito difícil com a infra-estrutura atual. A Alemanha está na retaguarda na Europa em termos de assistência à família.

A oposição democrata-cristã (CDU), social-cristã (CSU) e liberal (FDP) qualificou a política de família anunciada por Schröder como "inverossímil". A realidade seria muito diferente do balanço positivo que o chefe de governo apresentou em sua declaração de governo ao Parlamento em Berlim, na quinta-feira (18) passada. Mais de um milhão de crianças vivem da ajuda social do Estado na Alemanha, disse o líder da bancada conjunta dos partidos CDU e CSU, Friedrich Merz.

Todos os partidos estão apresentando propostas para melhorar a situação das famílias, no momento em que a campanha eleitoral coincide com o momento de um baby boom, evidenciado pelo grande número de grávidas que se vê atualmente na Alemanha.

A coalizão social-democrata e verde já aumentou o abono família para 154 euros por criança e a dupla CDU-CSU quer que cada criança receba do Estado 600 euros por mês até os três anos de idade, 300 euros dos três aos 18 anos e depois 150 euros como auxílio educação. O Partido Liberal, oposicionista, também exige melhoria na infra-estrutura para aumentar as chances de mães de família fazerem carreira profissional.

O Partido Verde, parceiro na coalizão de governo, quer melhorar a vida das crianças nos próximos anos com medidas avaliadas em 7,5 bilhões de euros. Os verdes propõem que 2,5 bilhões de euros sejam aplicados no combate à pobreza entre as crianças e 5 bilhões de euros na melhoria da oferta de creches, jardins de infância e escolas de tempo integral.

Assim como os social-democratas, os verdes planeja arrecadar esse dinheiro com uma reforma no imposto de renda dos casais. Daí motivo da acusação dos oposicionistas de que o governo planeja dar com uma mão e tirar com a outra. Além disso, segundo o líder democrata-cristão Friedrich Merz, o que a coalizão de Schröder daria às famílias, se for reeleita em setembro, o imposto ecológico tomaria de volta.