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Alemanha

Falta de patrocínio pode acabar com Abertos da Alemanha

Após perder etapa da Masters Series (Stuttgart), federação de tênis teme fim dos torneios feminino de Berlim e masculino de Hamburgo.

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Guga venceu em Hamburgo em 2000

O estado financeiro da Federação Alemã de Tênis (DTB) vai de mau a pior. De acordo com o presidente Georg von Waldenfels, o esporte passa por grandes dificuldades, mas o risco de falência ainda não está em vista. A falta de dinheiro ameaça principalmente os dois mais importantes torneios do país, os Abertos de Hamburgo (masculino) e Berlim (feminino).

"Quero evitar ao máximo tudo que possa levar-nos à insolvência. Se chegar a tal ponto, os torneios acabam. Depois não conseguiremos mais reincluí-los no circuito mundial", afirmou Waldenfels em Roland Garros (Paris), onde busca contatos para salvar o tênis alemão.

Segundo o presidente da DTB, há muito tempo não é tão escasso o suporte financeiro como agora. A receita de patrocínio e da transmissão por tevê vem caindo e fica difícil cobrir, por exemplo, o custo anual de 17 milhões de euros de manutenção das quadras de Hamburgo, subutilizadas.

Expectativa - No momento, Waldenfels aguarda sinais da associação mundial de tenistas ATP, da prefeitura de Hamburgo, assim como de patrocinadores e de emissoras de televisão. "Se até o final de julho eu não souber o que está acontecendo, tudo que poderei dizer será: já era", lamenta o dirigente.

A salvação do German Open masculino estaria no apoio do empresariado de Hamburgo. "Lá existem empresas às quais não doeria patrocinar o torneio. Lá há dinheiro. Além do mais, a cidade é candidata a sediar as Olimpíadas de 2012", afirmou o presidente da federação. Waldenfels diz que precisa de três milhões de dólares em 2003 para manter o torneio, vencido em 2000 pelo brasileiro Gustavo Kuerten.

O dirigente adverte que a crise alemã não é isolada e o eventual fim dos torneios de Hamburgo e Berlim poderá levar por água abaixo também os de Roma e Monte Carlo, por exemplo.

Sucessão - Apesar da crise financeira e das muitas críticas a sua presidência, Waldenfels pretende se recandidatar nas eleições de novembro. No entanto, o favorito ao cargo é o ex-tenista Michael Stich, atual treinador da seleção nacional e que pretende aguardar até setembro para decidir se irá mesmo disputar o cargo.

Vislumbrando uma possível derrota, Waldenfels não larga o osso: "Sem dúvida alguma estamos passando por uma fase difícil, mas não vou desistir antes de consertar os problemas. Coloco-me à inteira disposição da federação, seja no cargo que for."

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