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Economia

Falta de mão-de-obra afeta competitividade alemã, alerta estudo

Levantamento do governo alemão mostra que carência de profissionais altamente qualificados custa até 20 bilhões de euros anuais para as empresas locais e prevê que em sete anos faltarão até 95 mil engenheiros no país.

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Produção de turbinas da Siemens: setor de engenharia é um dos mais afetados

A falta de mão-de-obra especializada causa perdas anuais de bilhões de euros às empresas alemãs, segundo um estudo encomendado pelo Ministério da Economia. Apenas em 2007, aponta o documento, as empresas deixarão de faturar mais de 20 bilhões de euros, ou cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha.

Um versão do documento foi divulgada nesta segunda-feira (20/08) pelo jornal Süddeutsche Zeitung. As informações foram confirmadas pelo Ministério da Economia, que disse se tratar de resultados preliminares.

Segundo o jornal, o documento afirma que a carência de mão-de-obra especializada pode afetar drasticamente a competitividade alemã. "O número de postos de trabalho ameaçados de serem ocupados com atraso ou mesmo de não serem preenchidos chega à casa dos seis dígitos", afirma o estudo.

As áreas mais afetadas são a engenharia, as indústrias metalúrgica e eletrônica e o setor de serviços. Segundo o estudo, a Alemanha precisa de mais estudantes de matemática, informática e ciências naturais. Já em 2014, podem faltar 95 mil engenheiros e até 135 mil profissionais da área de ciências naturais.

Regras menos rígidas

A divulgação do estudo pela imprensa alemã deu munição à CDU/CSU, que defende regras menos rígidas para a vinda de profissionais altamente qualificados de fora da União Européia (UE) para a Alemanha.

Já o presidente do SPD, Kurt Beck, repetiu a posição do partido sobre o assunto: a contratação de profissionais oriundos de países que não integram a UE só deve ser permitida se as empresas estiverem investindo em formação de pessoal, mas mesmo assim não houver profissionais suficientes.

Segundo o porta-voz do governo federal, Ulrich Wilhelm, CDU/CSU e SPD, que compõem a grande coalizão, debaterão o assunto na quinta e sexta-feira durante a reunião de cúpula em Meseberg, nas proximidades de Berlim.

Pelas atuais regras, profissionais de fora da UE apenas podem vir para a Alemanha se comprovarem um salário anual superior a 85 mil euros. A ministra da Educação, Annette Schavan, defende que o limite caia para 60 mil ou até 40 mil euros. (as)

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