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Alemanha

Falta de estrutura central dificulta atuação dos muçulmanos alemães

A falta de uma estrutura central e a escassez de teólogos são obstáculos ao reconhecimento do islamismo como uma comunidade religiosa na Alemanha, afirma periódico suíço.

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Prece numa mesquita de Colônia

Na Alemanha, vivem aproximadamente 3 milhões de muçulmanos, o que corresponde a pouco mais de 3,5% da população. Isso é o que se estima por alto, pois não existem números precisos.

Segundo avaliou diário suíço Neue Zürcher Zeitung recentemente, o fato de a questão muçulmana ser tão presente na atual discussão política e na opinião pública alemãs não se deve tanto ao peso demográfico desta religião, mas sim aos problemas sociais decorrentes da falta de integração.

O islamismo não dispõe de uma estrutura centralizada no molde das Igrejas cristãs e nem do status de corporação com membros registrados, com o qual ela poderia receber contribuições fiscais. Além disso, o islã não é reconhecido nem sequer como comunidade religiosa na Alemanha.

Luta de 20 anos pelo reconhecimento oficial

A luta pelo reconhecimento da comunidade religiosa islâmica começou no início dos anos 80. Na época, todas as associações muçulmanas alemãs se agruparam no chamado Grupo de Trabalho Islâmico, a ser dissolvido posteriormente com a saída dos fundamentalistas.

Atualmente, os muçulmanos alemães estão organizados em três associações principais: o Conselho do Islã, conservador ortodoxo, a União Turco-Islâmica do Instituto para Religião (Ditib) e o Conselho Central dos Muçulmanos. Essas estruturas representam, no entanto, os muçulmanos freqüentadores das mesquitas, o que soma no máximo 15% da população que se dá por islâmica.

Integração pelo ensino

A importância do reconhecimento do islamismo como comunidade religiosa oficial é grande. Afinal, só com este status se pode viabilizar o ensino religioso nas escolas. Esta solução não apenas seria um passo decisivo no sentido da aceitação social do islamismo na Alemanha, mas também diminuiria o risco de o ensino religioso islâmico ser monopolizado por escolas fundamentalistas do Corão.

Ainda segundo o Neue Zürcher Zeitung, o que mais compromete o diálogo com a comunidade muçulmana é a falta de téologos. As associações islâmicas são dirigidas por leigos e não por imãs, o que dificultaria – por exemplo – encontrar interlocutores para se elaborar de um currículo escolar para o ensino do islamismo. Fato é que a divergência entre as diversas correntes do islamismo também torna difícil o estabelecimento de uma doutrina a ser adotada como base do ensino religioso. (sm)

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