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Esporte

Falta à UE amparo legal contra exploração infantil no futebol

A promessa de um futuro brilhante no futebol pode ter seu lado obscuro: o abandono de menores de idade africanos e latino-americanos que não são selecionados para permanecer nos clubes europeus.

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Sonho que pode virar pesadelo

A exportação para a Europa de menores de idade provenientes de países considerados "baratos" dentro do mercado futebolístico internacional não é um fenômeno novo. A aposta é clara: com um pequeno investimento, se as coisas funcionarem bem, tanto o empresário quanto os clubes ganharão milhões com a transferência.

A história é antiga

O Parlamento Europeu, em seu documento Independent European Sport Review, pronunciou-se a respeito: "O problema do 'comércio' com jogadores jovens ficou evidente em muitas nações européias desde o princípio dos anos 1990. Parece que uma série de redes internacionais coordenadas por agentes que trabalham na Europa foi que começou a explorar esse 'negócio' especialmente com jogadores provenientes da África e da América Latina."

Não se trata somente de uma opinião. Prossegue o informe: "O fenômeno tem sido documentado em reportagens relacionadas com a Bélgica, França, Suíça, Itália, o Brasil e várias nações africanas".

Promessas e decepções

Porträt Diego Werder Bremen

Diego, do Werder Bremen, estrela internacional de 22 anos

O que há de ruim, diriam alguns, em oferecer aos jovens oportunidades que seriam impossíveis de conseguir em países da África ou América Latina? Por que barrar o desenvolvimento dos que poderiam ser futuras estrelas do futebol internacional?

Os questionamentos em princípio parecem razoáveis, e mais ainda quando em muitos casos se conta com a entusiástica participação dos pais dos menores. Mas, no fundo, tais considerações se referem somente a ocasiões em que o jogador alcança êxito.

O que acontece quando, como na maioria dos casos, não se concretiza a promessa de uma brilhante carreira futebolística? Os deputados do Parlamento Europeu refletem a respeito: "os jovens acabam sendo abandonados em países distantes, tanto por clubes como por agentes".

Além disso, "existe o risco de incorrer em práticas ilegais quando o jogador não possui documentos que confirmem sua situação profissional ou quando é submetido a condições injustas de trabalho, assim como acontece na indústria 'clandestina'".

"Arruinaram minha vida"

Isso sem mencionar o drama individual que um fracasso desses desencadeia. Recentemente, a revista esportiva alemã Kicker citou vários casos, entre eles o do argentino Luis Rodríguez. Depois de passar sem sucesso por vários clubes europeus, ele considera agora que seus antigos promotores "arruinaram" sua vida.

Infelizmente, a legislação européia não está suficientemente preparada para fazer frente a esse tipo de atividades, difíceis de detectar, evidenciar e tipificar.

"Prática inaceitável"

Kinder spielen Fußball

Categorias inferiores, maneira legítima de promover talentos

As mesmas instituições européias, em seu Livro Branco sobre o esporte na Europa, afirmam que do ponto de vista jurídico em muitos casos este fenômeno não é equiparável ao tráfico de pessoas.

Porém, isto não significa que deva ser visto como algo normal, ou desejável. De fato, a Comissão Européia sentencia que a prática de "importar" jogadores novos da África ou América Latina "é inaceitável de acordo com os valores fundamentais reconhecidos pela União Européia e seus membros. Também é totalmente contrária aos valores do esporte".