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Economia

Falência da WorldCom arrasta bolsas européias

Como se esperava, a falência da operadora WorldCom, a maior da história dos Estados Unidos, agitou as bolsas de valores nesta segunda-feira (22/07). Deutsche Bank e títulos financeiros foram os perdedores do dia.

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Sede da WorldCom em Clinton (Mississipi)

Em Frankfurt, o DAX caiu 5% e fechou com 3694 pontos, sua mais baixa cotação desde setembro do ano passado. No entanto, ao longo da tarde, o abismo fora bem mais fundo. O índice das 30 principais ações alemãs chegou a acusar uma desvalorização de 6,5%, recuperando-se no início da noite. O Nemax-50, do Mercado Novo, também sentiu a falência da WorldCom e perdeu 2,3%, marcando ao fim apenas 534 pontos.

A bolsa alemã não foi exceção no cenário europeu. Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 4,9% para 3895 pontos, um patamar que já não era atingido há seis anos. Em Paris, o CAC 40 desvalorizou-se quase 5,2% para 3207, o menor índice em quatro anos. No geral, a reação das bolsas européias à falência da WorldCom foi mais forte do que nos próprios EUA.

O grupo americano, que foi parar nas manchetes por falsificação de seu balanço, entrou com pedido de falência na noite de domingo (21/07). Na Alemanha foi principalmente a ação do Deutsche Bank, maior credor europeu da WorldCom, que sofreu os efeitos. O conglomerado do outro lado do Atlântico deve um bilhão de dólares ao maior banco alemão. Sua ação teve uma desvalorização de 6%, caindo abaixo de 60 euros.

A seguradora holandesa Aegon diminuiu sua previsão de lucro nesta segunda-feira, também contribuindo para aumentar a insegurança que reina nos mercados financeiros. Os títulos de finanças estiveram entre os mais vendidos em Frankfurt e nas bolsas européias. A ação da Allianz alemã, maior companhia de seguros do mundo, perdeu 8%, sendo negociada a 150 euros. A resseguradora Munich Re (Münchener Rück) igualmente desvalorizou-se 6% (186 euros).

A operadora alemã Deutsche Telekom também não saiu incólume, embora suas perdas tenham sido bem menores. Ela perdeu 3,8%, mas o que mais a prejudicou foi o pedido de concordata da operadora alemã NRW de rede de cabos. Os acionistas temem que a Telekom não receba o que a NRW lhe deve. Além do mais, a falência acaba desvalorizando a rede de cabos da gigante alemã das telecomunicações, que está à venda.