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Economia

Fairchild Dornier pede concordata

A concordata do fabricante teuto-americano de aviões Fairchild Dornier é um duro golpe para a indústria aeronáutica alemã. A concorrente da Embraer é o número 2 na Alemanha, após a EADS européia.

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O jato 728 no pavilhão de montagem da Fairchild Dornier

A crise da aviação civil desde 11 de setembro de 2001 derrubou mais uma empresa. O fabricante teuto-americano de jatos regionais Fairchild Dornier declarou sua insolvência nesta terça-feira (02). No entanto, trata-se apenas de um pouso de emergência e não de um desastre completo, avaliam os analistas. A direção da concorrente da Embraer vê boas chances de salvar a empresa através de uma injeção de capital.

Os aviões compactos da Fairchild Dornier, especialmente o novo jato 728, de 70 lugares, são considerados os mais modernos do mundo e há um bom número de encomendas. Os gastos com o desenvolvimento do 728 são considerados um dos motivos da atual crise. Tanto o administrador da insolvência, Eberhard Braun, como o diretor executivo Thomas Brandt mostraram-se otimistas, em Oberpfaffenhofen (Baviera). Eles esperam encontrar um parceiro nas próximas semanas e, assim, salvar os 4.300 empregos nas fábricas da Fairchild Dornier.

Apoio político e dos bancos - Braun vai negociar com os bancos, a fim de garantir o funcionamento da empresa, mas não mencionou o montante necessário. Os bancos credores estariam dispostos a liberar recursos para os próximos três meses, segundo círculos ligados ao mundo das finanças. O ministro alemão da Economia, Werner Müller, deu a entender que o governo federal poderia dar algum apoio transitório, mas deixou claro que, inicialmente, quem deve ajudar a empresa é o estado da Baviera.

O fabricante de aviões já enfrentou turbulências financeiras em 1999, sendo salvo pelos investidores Clayton Dubilier & Rice (72%) e Aliianz Capital Partners (25%), que entraram com 400 milhões de dólares. Um consórcio de bancos colocou 740 milhões de dólares de financiamento à disposição da empresa, dos quais 670 milhões sob a forma de créditos. Os governos federal e estadual da Baviera deram um aval no valor de 350 milhões de dólares.