Facebook enfrenta ação nos EUA por reconhecimento facial | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 17.04.2018
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Mundo

Facebook enfrenta ação nos EUA por reconhecimento facial

Usuários alegam que ferramenta, que identifica usuários em fotografias, viola leis de proteção à privacidade. Rede social nega irregularidades e argumenta que recurso pode ser desligado.

Facebook

Ferramenta de reconhecimento facial foi lançada em 2011

Um juiz federal na Califórnia, Estados Unidos, aceitou a abertura de um processo contra o Facebook por violação de privacidade. A rede social é acusada de utilizar uma ferramenta de reconhecimento facial sem o consentimento explícito dos usuários.

Lançada em 2010, a ferramenta identifica automaticamente pessoas em fotografias postadas na rede social. Os autores da ação contra o Facebook alegam que a função fere leis de proteção à privacidade biométrica do estado de Illinois, onde moram. O Facebook tem sua sede na Califórnia.

Leia também: Mark Zuckerberg acuado após escândalo de dados

O juiz James Donato entendeu nesta segunda-feira (16/04) que o argumento dos três residentes de Illinois que entraram com a ação é suficientemente coeso para a abertura de um processo contra rede social.

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Como as redes sociais nos influenciam?

Por meio de uma porta-voz, o Facebook negou as acusações e afirmou que acredita que ação não tem mérito. A rede social destacou ainda que, desde o início, foi transparente sobre a ferramenta de reconhecimento facial e informou usuários que esse recurso pode ser desativado para evitar que sejam sugeridos em fotografias.

Apesar da possibilidade de desativá-lo, o recurso é polêmico. Em 2012, a ferramenta de reconhecimento facial foi suspensa para usuários na Europa devido a temores de violações de privacidade.

A decisão é mais um revés para a rede social, que enfrenta um escândalo sobre o vazamento de dados de 87 milhões de usuários, que foram acessados indevidamente pela consultoria britânica Cambridge Analytica. As informações teriam sido usadas para beneficiar a campanha eleitoral do presidente Donald Trump em 2016.

O escândalo levouoa fundador e presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, a prestar esclarecimentos ao Congresso dos Estados Unidos.

A rede social enfrenta diversos processos coletivos de usuários e acionistas nos Estados Unidos por causa do vazamento de dados, bem como uma investigação da Comissão Federal de Comércio que pode render multas milionárias.

CN/rtr/afp

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