Facções rivais propõem governo de unidade na Líbia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 15.02.2016
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Facções rivais propõem governo de unidade na Líbia

Grupos que lutam pelo poder desde a queda do ex-ditador Kadafi chegam a acordo sobre novo governo. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento reconhecido internacionalmente.

default

Protesto em Bengasi em outubro de 2015

O Conselho Presidencial da Líbia propôs neste domingo (14/02) um novo governo nacional de unidade. As propostas foram encaminhadas para aprovação no Parlamento reconhecido pela comunidade internacional, no leste do país.

Os representantes das facções rivais que dividem o país se reuniram na cidade marroquina de Skhirat, para tentar pôr fim ao vácuo político em que a Líbia se encontra desde a queda do ex-ditador Muammar Kadafi, em 2011.

A estratégia veio após a rejeição de outra proposta para a formação de um governo de unidade – apoiada pela ONU – pelo Parlamento, há duas semanas, por ser considerada demasiadamente ampla.

A nova proposta estabelece uma lista com 13 ministros e cinco ministros de Estado, sendo que apenas o nome do ministro da Defesa também constava na proposta anterior.

O primeiro-ministro em exercício, Fayez Seraj, que também preside o Conselho Presidencial, afirmou neste domingo que a indicação dos nomes foi feita com base em critérios como "experiência, competência, distribuição geográfica, espectro político e a composição da sociedade líbia".

O plano ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento reconhecido pela comunidade internacional no leste da Líbia, ainda que permaneçam dúvidas sobre a aprovação no Parlamento situado em Trípoli, dominado pelos islamistas.

Espera-se que a formação de um governo de unidade possa evitar que a organização extremista "Estado Islâmico" (EI) se beneficie da crise política. No ano passado, os jihadistas realizaram diversos ataques no país.

O enviado das Nações Unidas para a Líbia, Martin Kobler, elogiou o novo acordo, afirmando que se trata de uma "oportunidade política única que não deve ser desperdiçada".

Entretanto, o enviado permanente da ONU no país, Ibrahim O. Dabbashi, alertou que entre os nomes citados na lista dos novos ministros constam pessoas ligadas a Kadafi, o que "apenas dará ao Parlamento motivo para rejeitá-la".

Em agosto de 2014, uma aliança de milícias que inclui grupos islamistas tomou a capital líbia e estabeleceu seu próprio Parlamento, forçando que o governo reconhecido internacionalmente se transferisse para o leste do país.

RC/afp/ap/rtr

Leia mais