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Mundo

Facções rivais propõem governo de unidade na Líbia

Grupos que lutam pelo poder desde a queda do ex-ditador Kadafi chegam a acordo sobre novo governo. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento reconhecido internacionalmente.

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Protesto em Bengasi em outubro de 2015

O Conselho Presidencial da Líbia propôs neste domingo (14/02) um novo governo nacional de unidade. As propostas foram encaminhadas para aprovação no Parlamento reconhecido pela comunidade internacional, no leste do país.

Os representantes das facções rivais que dividem o país se reuniram na cidade marroquina de Skhirat, para tentar pôr fim ao vácuo político em que a Líbia se encontra desde a queda do ex-ditador Muammar Kadafi, em 2011.

A estratégia veio após a rejeição de outra

proposta para a formação de um governo de unidade

– apoiada pela ONU – pelo Parlamento, há duas semanas, por ser considerada demasiadamente ampla.

A nova proposta estabelece uma lista com 13 ministros e cinco ministros de Estado, sendo que apenas o nome do ministro da Defesa também constava na proposta anterior.

O primeiro-ministro em exercício, Fayez Seraj, que também preside o Conselho Presidencial, afirmou neste domingo que a indicação dos nomes foi feita com base em critérios como "experiência, competência, distribuição geográfica, espectro político e a composição da sociedade líbia".

O plano ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento reconhecido pela comunidade internacional no leste da Líbia, ainda que permaneçam dúvidas sobre a aprovação no Parlamento situado em Trípoli, dominado pelos islamistas.

Espera-se que a formação de um governo de unidade possa evitar que a organização extremista "Estado Islâmico" (EI) se beneficie da crise política. No ano passado, os jihadistas realizaram diversos ataques no país.

O enviado das Nações Unidas para a Líbia, Martin Kobler, elogiou o novo acordo, afirmando que se trata de uma "oportunidade política única que não deve ser desperdiçada".

Entretanto, o enviado permanente da ONU no país, Ibrahim O. Dabbashi, alertou que entre os nomes citados na lista dos novos ministros constam pessoas ligadas a Kadafi, o que "apenas dará ao Parlamento motivo para rejeitá-la".

Em agosto de 2014, uma aliança de milícias que inclui grupos islamistas tomou a capital líbia e estabeleceu seu próprio Parlamento, forçando que o governo reconhecido internacionalmente se transferisse para o leste do país.

RC/afp/ap/rtr

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