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Alemanha

Fabricantes terão de reciclar aparelhos eletroeletrônicos usados

Parlamento Europeu aprova diretrizes que obrigam a indústria eletroeletrônica, a partir de 2005, a receber de volta e reciclar aparelhos usados. Só a UE produz anualmente seis milhões de toneladas de lixo dessa espécie.

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A quantidade de aparelhos eletroeletrônicos aumenta e, com isso, também o lixo

Segundo diretrizes aprovadas pelo Parlamento Europeu, em Estraburgo, a partir de 2005 os fabricantes de aparelhos elétricos e eletrônicos serão obrigados a receber de volta todos os produtos usados desse tipo. Além disso, deverão tomar providências para que os aparelhos sejam desmontados e seus componentes, sempre que possível, reciclados. Por sua vez, os consumidores que continuarem jogando esses produtos no lixo estarão sujeitos a multas.

O documento precisa ainda ser aprovado pelo Conselho de Ministros da União Européia. Muitos pontos ainda não foram definidos e são motivo de controvérsias entre os dois órgãos da comunidade.

Ainda não se esclareceu se os fabricantes deverão buscar os aparelhos usados na casa do consumidor, ou se eles serão coletados em postos municipais. Tampouco está claro se a indústria ou o município financiaria esse posto. A solução das questões pendentes ficará a cargo de cada país-membro.

Cada vez mais aparelhos no lixo

Escovas de dente, lavadoras, rádios, aparelhos de som, televisores, computadores, microondas, carrinhos de brinquedo teleguiados: a lista de aparelhos eletroeletrônicos encontrados em todos os lares é quase interminável. Isso sem falar em ferramentas elétricas na indústria, instrumentos de supervisão e controle, equipamentos de ultra-sonografia e radiografia computadorizada na medicina...

O lixo formado por aparelhos desativados aumenta rapidamente. Só na União Européia, são seis milhões de toneladas por ano, quantia que deve duplicar dentro de 12 anos, segundo estimativas da Comissão Européia. Ainda nos anos 70, um computador ficava dez anos em uso; hoje esses aparelhos ficam ultrapassados em questão de três anos. Cada habitante da comunidade jogou fora 16 quilos de lixo eletroeletrônico, no ano passado.

Na Europa, 90% dos aparelhos fora de uso vão parar atualmente nos lixões municipais ou nas usinas de incineração de lixo. Sem que eles sejam desmontados, seus componentes tóxicos, como chumbo, cádmio, mercúrio e cromo, contaminam o solo ou o ar. Só na Alemanha, a indústria conta com custos adicionais de 350 a 500 milhões de euros por ano decorrentes das novas diretrizes. (lk)