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Economia

Fabricantes de chips fazem pesquisas conjuntas

Empresas concorrentes unem-se para bancar altos custos de desenvolvimento de novas tecnologias.

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Fabricação de chip na Infineon

A Philips, Motorola e STMicrolectronics (STM), que estão entre as dez empresas líderes mundiais na área de micro-eletrônica, pretendem trabalhar juntas no desenvolvimento de uma nova geração de chips. Trata-se da primeira cooperação entre empresas européias e norte-americanas neste setor.

Em vez de iniciarem complicados processos de fusão, os três grupos escolheram o caminho da aliança para se consolidar no mercado. Segundo informação do jornal alemão Handelsblatt, até 2005, eles pretendem investir cerca de U$ 1,4 bilhão no centro de pesquisas francês de Crolles, onde a STM e a Philips mantêm uma fábrica conjunta.

Os francês, italianos e holandeses já cooperam desde 1992. Há um mês, a Philips integrou à aliança a empresa taiwanesa TSMC, especializada na fundição de semicondutores, para desenvolver processos de produção de chips mais baratos. A utilização de maiores unidades de produção chega a reduzir os custos em até 30%.

Custos astronômicos - Segundo o analista Eric de Graaf, da ING, a aliança entre Philips, Motorola e STMicrolectronics (STM) não é a primeira do gênero. "O que é novo é o volume de investimentos em pesquisa envolvido", ressalta. Até agora, a cooperação nesse setor restringia-se à produção.

Há um mês, por exemplo, a Infineon (subsidiária da Siemens) fechou um acordo com Mosel Vitelic e Windbond Electronics, do Taiwan. A Infeneon pode usar capacidades de produção de sua concorrentes, em troca da licença sobre certas tecnologias.

Miniaturização - Segundo Graaf, os custos de desenvolvimento da próxima geração de chip são astronômicos. A STM, vice-líder mundial do setor, atrás da Intel, investe quase U$ 1 bilhão em pesquisa. O objetivo é desenvolver chips cada vez menores e mais potentes. "Mas os novos chips exigidos pela indústria, provavelmente, não serão produzidos em série antes de 2004", prevê Graaf.

Em cinco anos, a Philips, Motorola e STMicrolectronics (STM) querem fabricar chips com condutores de 32 nanometros, meta estabelecida também pela Intel. Para a Philips, que teve um prejuízo recorde de 2,6 bilhões de euros em 2001, a aliança é uma "boa notícia". "Os futuros custos de desenvolvimento de novas tecnologias podem ser dividos", diz Daan Muusers, do Firesland Bank de Amsterdã.

Concorrentes unidos

Faturamento dos maiores fabricantes de chip do mundo em 2001 (em U$ bilhões):

Intel: 23,5
Toshiba: 7,1
STMicroelectronics: 6,36
Samsung: 6,32
Texas Instruments: 6,0
NEC: 5,39
Motorola: 5,0
Hitachi: 4,72
Infineon: 4,54
Philips: 4,44

Fonte: Gartner Dataquest / Handelsblatt

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