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Turismo

Föhr, a ilha verde no Mar do Norte

Caminhadas pelos bancos de areia, passeios de bicicleta por vilarejos idílicos e um vento que não cessa nunca. A ilha de Föhr é singular no arquipélago frísio.

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Pouca terra fora do alcance da água

"Hoje o tempo está bom, ou seja, o que as pessoas consideram bom. Está fazendo sol. No mais, o forte vento impede as pessoas de passear pela praia e as obriga a andar rente às casas. A vista da minha janela é sempre encantadora: as ondas trazendo a espuma até a margem, os barcos, as gaivotas dançando sobre a água e inúmeras crianças com capuzes vermelhos e brancos construindo castelos de areia."

Abend am Meer

Pôr-de-lua à beira-mar

"Está sendo uma estadia muito agradável, nada de feio ou irritante. Só o tempo mesmo é que resolveu me contrariar..." Foi assim que o escritor realista alemão Theodor Fontane descreveu a ilha de Föhr, no Mar do Norte, à sua mulher, Emilie, numa carta datada de 27 de agosto de 1891.

À mercê do vento e da maré

Ou seja, já naquela época, mesmo em pleno verão, a única coisa a se reclamar do Mar do Norte era o tempo. De fato, independentemente da estação, o vento é uma constante no arquipélago das ilhas frísias, bastante expostas à ação eólica e marítima. Se não fossem os diques, as ilhas – que mais se assemelham a bancos de areia à mercê da maré – não seriam habitáveis.

Flutsaum

Maré cheia numa praia de Föhr

Föhr é a ilha mais discreta das ilhas frísias do norte: menos pitoresca e turística que Sylt, a chamada "pérola do Mar do Norte", e menos idílica que Amrum, com suas amplas dunas e imensas praias. Föhr é considerada ideal para famílias com filhos pequenos, pois a ilha praticamente não tem mar aberto, por causa de sua proximidade do continente e de sua localização entre Sylt e Amrum.

Wattwanderung

Caminhada pelo estuário de Föhr, à noitinha

Travessia do mar, a pé

Apesar de não ser nada para surfistas (a não ser windsurfistas, que sempre podem contar com o vento), Föhr oferece um outro programa, justamente por estar tão longe do alto-mar: uma longa caminhada pelo estuário até o continente ou até a ilha de Amrum. Quando a maré baixa, é possível percorrer os bancos de areia cobertos de água durante a maré cheia. O importante é se munir de galochas e ter um guia que conheça bem os itinerários, pois não é de se subestimar o risco de ser surpreendido pela maré cheia no meio do caminho.

Föhr Wyk - Die Fähre von Wyk nach Dagebüll

Ferry-boat de Dagebüll, no continente, a Wyk, em Föhr

Por ser menos exposta à erosão que as vizinhas, Föhr é uma das ilhas mais verdes do arquipélago. A agricultura também desempenha um papel econômico relevante, o que torna o ambiente menos turístico e mais "autêntico". Além da cidade de Wyk, onde se localiza o porto, Föhr tem 16 vilarejos originariamente rurais, cujas casas foram sendo compradas nas últimas décadas, sobretudo por alemães de Hamburgo.

Casa frísia, telhado de junco

Föhr Nieblum - Allee in Nieblum

A vila de Nieblum, em Föhr

Os novos moradores se preocuparam de forma geral em manter a arquitetura original. As casas de fazenda, que originariamente incluíam moradia e estábulo em um único edifício, foram mantidas no formato original. Verdadeiramente típico é o telhado das casas frísias, feito de feixes de junco, como as casas dinamarquesas. Aliás, a Frísia do Norte é, em parte, alemã, e em parte, dinamarquesa.

Mühle

Velho moinho de vento, em Föhr

Assim como nas demais ilhas frísias, a melhor forma de explorar Föhr é de bicicleta. A proximidade dos vilarejos permite que os ciclistas percorram a ilha toda, fazendo pausas de descanso e intervalos para refeições em cenários idílicos. Uma bebida típica é o chá frísio, uma mistura de diversos tipos de chá preto (assam, darjeeling, ceilão), a ser preparado com pedrinhas de açúcar e um pouco de creme de leite.

Föhr - Das Gotinger Kliff

Gotinger Kliff, em Föhr

Vida e morte, por escrito

Uma absoluta peculiaridade cultural de Föhr é o cemitério da Igreja de São Lourenço, na vila de Süderende. Suas lápides não contêm apenas nomes e datas de nascimento e morte, mas também longas descrições biográficas. A mais famosa delas é a do capitão Matthias Petersen, nascido em 24 de dezembro de 1632 e morto em 16 de setembro de 1706: "Ele sabia navegar bem até a Groenlândia, onde caçou 373 baleias com êxito, o que o levou a ser denominado – com o reconhecimento de todos – 'O Felizardo'".

As vidas gravadas nas lápides revelam, em conjunto, a história de uma ilha exposta à ameaça de ventos e mares, como outras ilhas frísias, sempre prestes a ser sopradas para fora do mapa por uma tempestade.

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